Correio do Minho

Braga,

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Uma ameaça cada vez mais visível

Como vai ser a proteção do consumidor europeu nos próximos anos

Ideias

2011-04-13 às 06h00

Pedro Machado Pedro Machado

O Japão tem vivido momentos de extrema devastação. Foi vítima do maior sismo que há memória no país, deixando um rasto de destruição na cidade de Fukushima, causando um elevado número de mortos, milhares de desaparecidos, e prejuízos na ordem dos milhões de euros. Para além desta destruidora acção levada a cabo pela natureza, surge agora outro grande problema que poderá provocar danos irreversíveis no ambiente e qualidade de vida japonesa, assim como mundial - o risco de desastre nuclear.

O controlo da segurança para as centrais nucleares deixa muito a desejar, pois os projectistas de reactores nucleares têm conhecimento que estes são incapazes de resistir a choques de aviões, grandes abalos sísmicos e situações adversas combinadas, como foi o caso do tsunami. Estes tipos de acontecimentos não estão previstos nos seus relatórios de análise de segurança, elaborados antes da construção e licenciamento dos reactores.

Esta ameaça está a atingir grandiosas proporções na vida da população japonesa. Aos seus habitantes foi-lhes proibido a ingestão de água da torneira e alguns produtos provenientes da agricultura. O caos instalou-se num país que estava dotado de grandes estruturas para suportar algo de tão terrível, no entanto não conseguiu evitá-lo.

Com este acontecimento, questiono o que poderia ter acontecido se tivesse ocorrido num país menos desenvolvido? Será que nos dias de hoje, os benefícios da produção de energia nuclear superam o risco que esta comporta? Não tenho qualquer dúvida em afirmar, que hoje vale a pena apostar em energias mais seguras, menos poluentes e igualmente rentáveis.

Está na altura de apostar em energias renováveis, já que não apresentam nenhum risco ambiental. Muito pelo contrário, a aposta nas energias alternativas são benéficas para o ambiente. É necessário dar cor ao futuro e deixar de vez esta cinzenta mentalidade. Só assim criaremos condições de sustentabilidade num futuro próximo.

A ambição da raça humana é desmedida e incontrolável. Vale tudo. Não se pensa nas consequências. O planeta degrada-se ano após ano. As trevas imperam nesta sociedade despreocupada e irresponsável. É cada vez mais difícil encontrar locais onde seja possível respirar ar puro e ouvir o silêncio. Silêncio este, que tantas vezes o procuramos… As cidades estão cada vez mais caóticas, cheias de fumo, barulhos de máquinas e buzinões. É o reflexo negativo de uma sociedade industrializada. Nesta era pós-modernista os líderes mundiais têm a obrigação de reduzir a produção de dióxido de carbono e outros gases prejudiciais ao ambiente.

É necessário um maior controlo e imposição de coimas mais elevadas para os países não cumpridores. A lei do “poluidor pagador” tem que ser, mais que nunca, rigorosa e severa, pois o mundo ameaça ruir a qualquer momento...
Ajude-nos a melhorar o ambiente. Hoje, amanhã e sempre.

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