Correio do Minho

Braga, sábado

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Um sinal para construir e activar o futuro do nosso desenvolvimento

Viagem a Viena

Escreve quem sabe

2019-02-03 às 06h00

Manuel Barros Manuel Barros

O Pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa, acolheu nos passados dias 29 e 30 de janeiro o Building the Future: Ativar Portugal, em que tive o privilégio de participar. Uma iniciativa promovida pela Microsoft em parceria com um vasto conjunto de parceiros, que juntou várias comunidades do panorama português, para discutir o futuro tecnológico e económico, ao nível interno e no contexto internacional. Um evento que reuniu cerca de 3.000 participantes de empresas, startups, incubadoras, investidores, investigadores e estudantes num conjunto de sessões e apresentações sobre as principais tendências, atuais e futuras do cenário tecnológico. Um fórum de apresentação de um diversificado leque de temas e tecnologias, onde a Inteligência Artificial foi assumida como o centro de gravidade da economia global, enquanto uma das tecnologias potenciadoras da eficiência dos negócios, de um futuro que já está a acontecer.
A realização desta iniciativa, conforme afirmou Paula Panarra, Diretora-Geral da Microsoft Portugal, testemunha o compromisso desta prestigiada multinacional, com o desenvolvimento tecnológico e económico do nosso país. Sendo, simultaneamente, uma forma “de aproximar os agentes que podem ter um papel ativo no nosso futuro: estudantes, enquanto elementos inspiradores e transformadores, os especialistas em tecnologia, a força motriz e energizadora desta revolução digital, e os gestores que lideram as organizações, neste caminho da transformação digital.” Uma dinâmica de proximidade inteligente diferenciadora e com base no conhecimento, onde as novas tecnologias se assumem como uma garantia de escala, para a economia portuguesa. Através do envolvimento empenhado e esclarecido dos agentes interessados e com responsabilidade, neste complexo processo de mudança, que vai desde a Inteligência Artificial, à Quantum Computing, passando pela Segurança e por um vasto leque de áreas, no âmbito científico e tecnológico. Uma nova lógica de investimento na qualificação das pessoas, de forma a tornar esta relação cada vez mais “líquida”.
Na perspetiva da organização, o evento deu um passo importante no propósito, de “capacitar os agentes nacionais – estudantes, entusiastas de tecnologia, developers, empreendedores, gestores, políticos, entre outros – para ativar o país, e construir um futuro de negócios portugueses mais competitivos”. Permitindo desta forma, a consolidação de uma parceria com todo o ecossistema, construindo uma relação mais eficiente, sem atrito, cada vez mais intuitiva e inteligente. A Inteligência Artificial e o Machine Learning foram os principais focos do evento, e marcaram a sua sessão inaugural por um painel dedicado ao tema “Leading the Future – Technology vs Humanity”. O evento foi pensado para os decisores e as suas equipas de direção – sejam eles dirigentes superiores, gestores de recursos humanos, gestores financeiros e comercias, marketeers ou responsáveis das áreas de transformação digital, tecnologia, segurança, privacidade de dados e também pra os quadros técnicos. Um fórum científico técnico e tecnológico estruturado em quatro vetores: criar uma nova visão de adaptação e inspiração para o futuro; formular uma estratégia de mudança e disrupção nas empresas e nos serviços; aprofundar o conhecimento e as skills para o futuro; e construir um novo código de comunicação, tendo por base uma grande preocupação com a dimensão ética de toda esta dinâmica.
Sabemos que as mudanças disruptivas induzem, num primeiro impacto, curiosidade e receios nas pessoas. Neste contexto, o primeiro desafio desta mudança deverá ser a inclusão digital e a socialização do conhecimento, qualificando as pessoas para as mudanças das funções cognitivas. O segundo desafio é de natureza ético, porque a regulação tem o seu tempo ao nível nacional, europeu e global. Criando uma relação de confiança, de que é e será o homem a mandar nas máquinas, e não as máquinas a mandar no homem. Este é um pressuposto fundamental. A tecnologia por mais eficiente, antes de mais nada, deve estar ao serviço do bem comum, e a sua utilização deve assentar no respeito pelos direitos fundamentais.
Este fórum, trouxe a Lisboa um excelente painel de especialistas internacionais e líderes visionários de prestígio mundial, que apresentaram os caminhos para construir uma visão de futuro, e definir a melhor estratégia digital. Fazendo a ponte entre a tecnologia, a transformação digital e a liderança, preparando as pessoas e as organizações para as atuais mudanças tecnológicas e organizacionais. Uma era em que a tecnologia está a redefinir o nosso conhecimento sobre o progresso humano, e a quantidade de tecnologia emergente que aparecerá num futuro, que é cada vez mais próximo. Um ecossistema em que a Administração Pública está a desenvolver um vasto leque de programas, que têm como ponto de partida a disponibilização da informação que tem armazenada, numa perspetiva de combinação das políticas públicas com a tecnologia e com a inovação. Uma partilha de conhecimento com base em princípios éticos e na inteligência de proximidade, como uma nova forma de cidadania, promotora de “tecnólogos éticos e cidadãos morais”.
Tal como afirmou Gerd Leonard, um dos pensadores da era digital presentes, na sua obra Tecnologia versus Humanidade – O confronto futuro entre a máquina e o homem, “o nosso mundo está a entrar em alterações profundas, e estes avanços tecnológicos exponenciais oferecem um enorme potencial, que poderão reformular a própria essência da humanidade e da vida do nosso planeta. Com as novas oportunidades surgem novas responsabilidades”, para ativar o futuro do nosso modelo de desenvolvimento.

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