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Um hino à Paixão... em tempo de Páscoa!

Lógica ou acaso

Um hino à Paixão... em tempo de Páscoa!

Ideias

2022-04-09 às 06h00

Vítor Oliveira Vítor Oliveira

O Grupo Coral de Azurém completou 70 anos, uma prestigiante (e senhora) idade de uma instituição vimaranense de referência, com um percurso notável na região e no país. É igualmente uma data histórica, de resistência e resiliência do canto coral e da cultura musical, tendo sempre Guimarães como bandeira e o seu Castelo como pano de fundo.
Esta é uma das memórias de quem conhece a curva da vida do Grupo Coral de Azurém, fundado em 1952, quando o Padre José Fernandes Ribeiro decide aliar o seu gosto pela música à enorme sensibilidade que tinha pelas crianças. Ali bem perto do Castelo, na Igreja de Santo António dos Capuchos, o grupo ganhava raízes com um conjunto de crianças que frequentavam a catequese.
Rapidamente ganhou visibilidade e o projeto musical vingou. As crianças tornaram-se adolescentes, viveram a sua juventude no grupo, ganharam experiência e não só somaram êxitos como fortaleceram a sua credibilidade, ao ponto do Grupo Coral de Azurém ser distinguido pela Câmara de Guimarães, com a Medalha de Mérito Cultural em Ouro, em 2002, justamente quando a associação completava, nesse ano, meio século de existência.
Ao contar a história do Grupo Coral de Azurém, contam-se histórias de vida. Conta-se a história de quem fomentou a cultura musical, como é o exemplo do maestro recentemente falecido Boaventura Faria ou do saudoso Cónego Manuel Faria, que projetou o grupo a nível nacional e internacional.
Conta-se o momento em que a instituição de Guimarães abrilhantou a cerimónia de entrega da Rosa de Ouro por Sua Santidade Papa João Paulo II à Senhora do Sameiro. Conta-se a memória da Sagração de sua Eminência o Cardeal Patriarca de Lisboa, D. António Ribeiro, como Bispo Auxiliar de Braga. Ou a celebração dos 900 anos da Sé de Braga.
Com a Páscoa à porta, o período de reflexão também passa por olhar para a máquina do tempo e (saber) cuidar do nosso património cultural. Nesse momento, esquecem-se momentaneamente problemas, viaja-se através de músicas corais, vive-se cada lugar, transmite-se uma mensagem ao público e causa-se… emoção!
Afinal, quem canta, seus males espanta! Diz quem sabe que ser parte interveniente do grupo é ter a oportunidade de cantar um repertório musical. É fazer novas amizades. É confraternizar. É fazer novos amigos que se encontravam antes da pandemia e que vão continuar a cultivar essa relação nos tempos vindouros.
A cultura musical é uma arte empolgante que espalha alegria, encantos, desafios, que fascina, que entusiasma e cativa a atenção. É um retorno musical e espiritual que inspira vidas! E quem protagoniza e trabalha a arte musical, atingindo um leque maior de pessoas que igualmente gostam de música, também se sente um pouco arquiteto da beleza.
Por essa razão é que o Grupo Coral de Azurém continua a demonstrar robustez cultural e vitalidade humana no início da sua sétima década. Continua a construir a sua história através do diálogo entre pessoas, no dia a dia. Nessa interação social, acontece... cultura!
Uma cultura repleta de elementos e significados que, na diversidade, cultiva o advento das raízes para a identidade cultural de cada indivíduo do grupo.
A arte musical faz parte de uma genética que transmite herança cultural e que se reinventa com novas gerações – que preparam o futuro com respeito pelo passado.
Venham mais 5, mais 7 ou mais 70! Mas não deixem de cantar…

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