Correio do Minho

Braga, quinta-feira

Um fartote de rir

A União Europeia e os Millennials: um filme pronto a acontecer

Ideias Políticas

2012-11-20 às 06h00

Hugo Soares

Amenos de um ano de eleições autárquicas, as forças políticas co-meçam a posicionar-se escolhendo candidatos e projetos. Se para alguns o problema está em saber em que medida as decisões difíceis do governo podem levar a uma penalização do elei-torado - essa é a esperança de quem não tem candidato nem projeto, para outros a questão é mesmo escolher os ditos candidatos.

Quanto à primeira questão, creio que o evoluir favorável da situação económica do País que se espera e deseja dê sinais em 2013, e a maturidade democrática dos portugueses levará a que os cidadãos votem em candidatos e em projetos, destrinçando o que são eleições autárquicas de eleições legislativas. Tanto mais que julgo que a revolta dos Portugueses em relação às políticas que vêm a ser seguidas pelo Governo está a entrar numa fase em que já se percebeu que o desagrado deve ser contra a “doença e os causadores da doença” e não contra “os médicos e os remédios” que nos procuram tirar de um precipício. É o que se espera que seja de um País evoluído e com uma democracia saudável e implementada.

Já no que diz respeito à escolha de candidatos, gostava de me ater no concelho de Braga. Questão resolvida do lado da Coligação Juntos por Braga. Ricardo Rio personifica o desejo de mudança dos Bracarenses, um projeto de cidade que privilegia as pessoas às obras megalómanas. Que em vez de uma piscina olímpica que como projeto abandonado já custou oito milhões de euros, garante baixar os impostos municipais pagos pelos Baracarenses; que em vez de gastar 500 mil euros em cada relvado sintético, garante baixar os impostos pagos pelas empresas para que se fixem no conce-lho e garantam emprego. Rio é um candidato supra partidário, que emana da sociedade civil, e que não será certamente penalizado pela “partidarite”.

Do outro lado, do lado do PS local tem sido um fartote de rir. Entre António Braga, Vítor Sousa, Hugo Pires e Nuno Alpoim (passando por um independente de nome José Mendes que 99% dos Bracarenses não conhece) a escolha parece recair em Vítor Sousa.

O anterior administrador dos TUB - cuja passagem por aquela empresa ainda lhe tem trazido agruras de boca - é atualmente vice-presidente da Câmara. Mas não colhe as simpatias de todo o PS. Primeiro porque António Braga e as suas tropas não se revêm naquele tipo de gestão. Depois porque ridicularizam o dito estudo de opinião (vulgo sondagem) que coloca Vítor Sousa como o melhor dos candidatos. E ainda porque não lhe reconhecem liderança ou capacidade.
Enfim, se nos partidos internamente costuma haver uma espécie de guerra surda, esta é uma guerra que berra nos jornais e na comunicação social.

O PS Bracarense vem dando um triste espetáculo na escolha de um candidato. Algo que não espanta após 37 anos de liderança eucalíptica - que secou tudo à volta - e pela falta de capacidade de alguém se impor como alternativa.
Como sempre defendi, não há Mesquitismo sem Mesquita, mas todos estão comprometidos com os dislates do passado. E o PS não se podem eximir das responsabilidades que tem para com os Bracarenses: acabar com o circo interno e decidir que candidato quer apresentar a eleições; sem desculpas.
Para já, só há uma certeza: Braga vai ter um novo presidente de Câmara Municipal.
E a escolha neste momento é entre o desnorte e Ricardo Rio.

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