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Um dos maiores parques temáticos do mundo

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Ideias

2016-02-14 às 06h00

Joaquim da Silva Gomes Joaquim da Silva Gomes

Há uns meses um casal amigo, sugeriu-me a visita a um parque temático sobre episódios da história de França e da história universal.
Na altura, confesso que não valorizei muito essa ideia, por desconhecimento da minha parte, mas reconheço agora que nunca tinha assistido a semelhante projeção e valorização da história e da cultura francesa, de uma maneira verdadeiramente fascinante.
O Grande Parque “Puy du Fou” situa-se em França, entre Nantes e Angers, precisamente na localidade “Le Puy du Fou”. Foi fundado em 1978 por Philippe de Villiers, um político que se entusiasmou pela história do seu país e do mundo. Atualmente, é considerado o melhor parque de atrações do Mundo! Este ano estará aberto de 2 abril a 25 setembro.

O “Puy du Fou” centra as suas atividades na cultura e na história de forma intensa e por isso é diferente de outros parques da Europa, nomeadamente da “Disneyland Resort Paris”; do “Thorpe Park” ou “Legoland”, na Inglaterra; do “Efteling Park”, na Holanda; do “Gardaland, na Itália; do “Siam Water Park” ou “PortAventura Park”, na Espanha ou ainda do “Tivoli Gardens”, na Dinamarca.
Os espetáculos, com a duração de cerca de 30 minutos, repetem-se três ou quatro vezes por dia e são encenados os grandes episódios da história de França e do Mundo, como os “Mosqueteiros de Richelieu”; “Os Vikings”; “Le Signe du Triumphe”; “Le Secret de la Lance”; “Les Chevaliers de la Table Ronde”; “Les Amoureux de Verdun”, entre outros, com enormes efeitos especiais, que não deixam ninguém indiferente!

Neste contexto, e sendo Portugal um dos países com uma vasta e rica história, seria oportuno que aqui se criasse um Parque Temático de grande qualidade, focando alguns temas da história da nossa região e do nosso país.

Um parque que se situasse no centro dos quatro concelhos que integram o Quadrilátero Urbano (Barcelos, Braga, Guimarães e V. N. de Famalicão), poderia desenvolver grandes espetáculos que atraísse os visitantes. As temáticas poderiam centrar-se, por exemplo, na representação da Semana Santa (com figurantes representativos desta procissão); do S. João; da Festa das Cruzes ou das Antoninas; em batalhas, como a de S. Mamede; em espetáculos que destacassem a presença dos Romanos nesta região, que abordassem a Lenda do Galo de Barcelos, que efetuassem a recriação da revolta da Maria da Fonte, que recordassem as Invasões Francesas, que destacassem a Guerra Civil entre os dois irmãos em Portugal (D. Pedro e D. Miguel); que lembrassem grandes feitos da nossa história, como a conquista de Ceuta, a assinatura do Tratado de Tordesilhas, a chegada de Vasco da Gama à Índia, a descoberta do Brasil, que destacassem o fantástico episódio romântico de D. Pedro e Inês de Castro ou ainda o “Amor de Perdição”, de Camilo Castelo Branco!

Para além destes espetáculos, também a criação de aldeias e comunidades típicas de várias épocas poderia aqui ser destacada, nomeadamente as referentes à romanização, à época medieval (a vida dos mosteiros e dos conventos), o próprio Presépio de Priscos aqui poderia ser referenciado!

Nesta região não faltam companhias de teatro, a qualidade dos atores é também reconhecida, tal como são os grupos musicais aqui existentes. Todos eles, quando chamados a participar em eventos deste género, demonstram um envolvimento e uma envolvência que admiram todos os que assistem a estas atuações. Refiro-me à Braga Romana, à Semana Santa, às Festas das Cruzes, às Feiras Medievais, às Festas Gualterianas, às Festas Antoninas, etc..

A criação de um parque temático deste género envolveria ainda outros concelhos de menor dimensão, nomeadamente os que nos circundam, e que poderiam também participar e contribuir para a valorização do referido parque.
Num futuro próximo, não tenho dúvidas de que o turismo passará muito pela vertente cultural, pelo turismo histórico, pelo turismo religioso, áreas em que o nosso país, e esta região, são baluartes.

Em 2015 visitaram o Grande Parque “Puy du Fou” dois milhões de pessoas (entre abril e setembro) com preços dos bilhetes a rondar os 30 euros por dia. Só em bilhetes, este parque recebeu 60 milhões de euros. A estes valores acrescem os referentes à restauração, lojas de recordações e hotéis, que estão diariamente repletos.
Este é um verdadeiro parque de cultura, de história, de emoções, que envolve, que forma e que educa! Imaginemos ainda a riqueza económica e o prestígio social e cultural que traria um parque deste género, na nossa região.
Com uma boa organização e dedicação, era bem possível a sua criação aqui. Temas e atores não faltam, e com qualidade! Só falta dar o primeiro passo para a criação deste autêntico “pico da loucura”!

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