Correio do Minho

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Um Curso de Educação e Formação!?... Porquê?

Por uma responsabilidade individual de protecção mais inclusiva

Voz às Escolas

2010-05-20 às 06h00

João Luís Dantas Leite João Luís Dantas Leite

Será uma segunda escolha ou a necessidade de adaptar percursos a um mundo em mudança que resulta da inovação tecnológica, da globalização da economia e da necessidade das organizações se adaptarem a estes condicionantes.
Os profissionais de hoje necessitam de se adequar às dinâmicas e exigências dos mercados de trabalho e, mais importante, de estar e se manter empregados.

Associado a este novo contexto está o conceito de empregabilidade. Para se enquadrarem neste conceito, é necessário um conjunto de qualidades fundamentais que permitam a adaptabilidade permanente, como: capacidade de comunicação, liderança, trabalho em equipa, criatividade, pensamento crítico, disponibilidade para aprendizagem ao longo da vida, qualificação, atitude face à crítica, empreendedorismo e resistência ao fracasso (elemento diferenciador e facilmente treinável em idades mais jovens através de percursos alternativos aos programas formais).

Inserida num contexto de integração Europeia e competitividade Mundial, torna-se insustentável para a economia Portuguesa sobreviver com uma população altamente desqualificada, com salários baixos e com dificuldade em se adaptar (analfabetos funcionais), sendo a aposta na qualificação a grande opção para superar dificuldades e desafios, contribuindo para o crescimento económico, a coesão social e territorial.

A Escola de Lamaçães tem desenvolvido Cursos de Educação e Formação (CEF) destinados a alunos cuja idade é superior à idade média do nível básico, com retenções repetidas e com interesses divergentes dos escolares.
Posteriormente, jovens com um percurso regular, sem retenções ou problemas comportamentais, procuram esta oferta como resposta aos seus interesses, motivados pela vontade de ingressar no mundo do trabalho mais cedo porém, com qualificações e competências que lhes permitam manter-se empregados.

O objectivo é promover o desenvolvimento pessoal, o auto-conceito e propiciar sentimentos de auto estima, competência e motivação, conduzindo a uma permanência mais longa e produtiva no sistema de ensino, levando os alunos a acreditarem nas suas capacidades e competências, construindo projectos pessoais e profissionais consistentes, tornando-se membros efectivos e qualificados da sociedade.

No entanto, associado a estes cursos está o preconceito social, presente nos diferentes grupos da comunidade educativa: famílias, pessoal docente e não docente e alunos, que identificam estas ofertas como segundas escolhas, destinadas a discentes “menores” social, cultural e cognitivamente mas, será assim?

Da nossa experiência, constatamos a mudança de atitude nos alunos que integraram estas turmas assente: na organização e flexibilização dos currículos, nas estratégias e metodologias, numa equipa pedagógica reduzida e, por isso mais coesa, no apoio da direcção executiva, na coordenação destes docentes, na realização de reuniões pedagógicas semanais onde são articulados os conteúdos, aferidos os resultados e monitorizado o comportamento e as atitudes dos discentes permitindo um maior rigor, uma maior exigência e um trabalho mais consistente e coerente no acompanhamento a estes jovens.

Dos dezoito alunos que frequentaram a primeira turma CEF deste Agrupamento, cerca de 80% recuperaram o gosto pela escola e encontram-se a frequentar cursos profissionais enquanto outros foram convidados a permanecer nos locais onde estagiaram.
Impõe-se perguntar: Segunda Escolha? Ou Nova Oportunidade?

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