Correio do Minho

Braga, quarta-feira

Um assalto ao bolso das famílias bracarenses

‘Tu decides’ e o AE Maximinos move-se pela cidadania

Ideias Políticas

2013-01-08 às 06h00

Francisco Mota

O início do novo ano trouxe consigo o debate político em torno das eleições autárquicas. Se por um lado vemos Ricardo Rio a fazer um caminho de abertura à sociedade civil para construir um projecto agregador e sustentável para Braga, por outro lado Vítor Sousa desespera nos ataques ao seu adversário tentando com um discurso populista colar o líder da coligação juntos por Braga às medidas de um governo, que tenta recuperar a independência económica, que tem por base o memorando assinado pelo PS.

Se já assim poderíamos concluir a incoerência do Partido Socialista Bracarense, porque esse sim tenta desmarcar-se das responsabilidades a que trouxeram o país e a região ao estado a que todos conhecemos, as opções na gestão municipal na urbe reforçam esta ideia. Ora vemos Vítor Sousa a tentar dar um ar de imaculado perante a política nacional, esquecendo-se que ele próprio contribuiu para o fosso a que o país chegou, assim foi com a questão da piscina Olímpica, dos campos de futebol sintéticos ou ainda o próprio estádio municipal. A má gestão da coisa pública foi, é e será um entrave ao desenvolvimento sustentável, e esta novela de incompetência e irresponsabilidades em Braga acaba por encostar o bem comum para segundo plano, com prejuízo claro para as populações.

Como se está factura não basta-se, o mesmo Vitor Sousa que acha inadequada a reforma administrativa, insensato o cumprimento dos nosso compromissos externos, opta por beneficiar empresas privadas em detrimento das populações que ele diz que tanto defende e que se pro-põe a representar. Isto aconteceu precisamente na opção por parte do executivo socialista em aumentar as taxas a cobrar pela Agere de + 8% na taxa de saneamento e +3,3% na de abastecimento de água.

Tendo em conta que em 2011 esta empresa responsável pela água e saneamento no município de Braga, teve lucros que ascenderam aos 4,22 milhões de euros e que não distribuiu os lucros pelos seus colaboradores não se compreende o aumento brutal das tarifas para 2013. Num período de constrangimentos para todas as famílias, o executivo municipal do partido socialista opta por aumentar a factura dos bracarenses em detrimento do patrocínio das suas opções eleitoralistas.

Quando vemos este mesmo PS a exigir um sentido mais social ao poder central, no momento em que tinha a obrigação de contribuir descarta-se desta função. Muito mais que uma falta de coerência, trata-se de uma falta de carácter na medida em que é um assalto mais do que evidente ao bolso das famílias bracarenses.
Vítor Sousa faz-nos lembrar aquele velho ditado que diz: “faz o que eu digo, não faças o que eu faço”. Mas pensa o candidato do PS que atira areia para os olhos dos Bracarenses?

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