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Braga, sábado

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Um arco íris de esperança que anuncia um futuro positivo

Viagem a Viena

Um arco íris de esperança que anuncia um futuro positivo

Ideias

2020-04-12 às 06h00

Manuel Barros Manuel Barros

Resolvi dedicar esta breve reflexão a um magnífico vídeo, que foi publicado nas redes sociais, sobre a cidade de Braga. No esplendor da sua beleza, notoriedade e juventude, a propósito do estado de emergência e isolamento que estamos a viver. Um isolamento que a privou a cidade da alegria e das pessoas, esvaziando as suas ruas e praças, que transmite um sentimento de ausência e de saudade, apesar do tempo de separação, ser ainda muito curto. Um sentimento caldeado por “um arco íris de esperança”, que nos confronta com um futuro estranho e difuso, perante “um dos maiores desafios das nossas vidas”, que do ponto de vista estético nos fascinou.
Uma visão de futuro que gerou alguma controvérsia. A mensagem que “vai ficar tudo bem” é pouco realista, para os mais defensivos. Mas transmite uma imagem positiva da cidade, descrita de forma filtrada e sem gente, pela esperança que transmite e pela confiança no futuro que anuncia. Um futuro que não se confina à nossa cidade e às suas gentes, que vão com toda a certeza poder abraçar, conviver e encher as suas praças, com todos os que nos visitarem. Com simpatia de sempre, a diplomacia da sua história, a cultura, a gastronomia, e com a gentileza e a alegria da sua juventude.
Um vídeo muito apreciado, que serviu de mensagem de Páscoa para muita gente. O centro histórico, altar de todas as solenidades da Semana Santa, confirmaram a oportunidade. A ausência das cerimónias religiosas, da música sacra e dos milhares de pessoas que ocupavam as ruas à espera da passagem das procissões. O bulício frenético de quem se posicionava para assistir a todos os rituais consolidaram o ambiente de nostalgia, que o tempo nebuloso e a chuva aprofundaram. Os restaurantes fechados, privaram-nos da riqueza gastronómica da cidade. A falta do Compasso Pascal veio confirmar o forte sentimento de desalento e de solidão. Pensando no pós-COVID 19, sem pretendermos alcançar a perfeição de imediato, deveremos centrar o nosso esforço na construção de um sistema, que funcione com equilíbrio e justiça social, assente numa dinâmica social, económica e política marcada pela solidariedade. Estamos perante um novo conceito societal de cidadania e inclusão, adaptado a uma sociedade com práticas e interações sociais cada vez mais desmaterializadas, e que acontecem na Internet no teletrabalho. Uma nova perspetiva de empregabilidade para responder a uma crescente procura do mercado.
Um novo envolvimento das camadas mais jovens da população, através do estímulo e reforço nos domínios da das competências digitais em todos os ciclos de ensino, centrado na aprendizagem com base nas TIC e no ensino à distância. Uma nova dinâmica de participação nas redes de Investigação e Desenvolvimento (I&D), e na produção de conhecimentos nas áreas digitais. A nuvem é o novo mundo, e o impacto desta nova mundividência. Numa aposta forte em novos conhecimentos e na capacidade de criar novas ideias de negócio, startups e spinoffs com capacidade de gerar novos empregos e incentivar a capacidade empreendedora dos mais jovens. Visando assim o desenvolvimento de novos produtos e serviços, economicamente viáveis e ecologicamente eficientes.
Numa conjugação de esforços de uma multiplicidade de atores, as instituições de ensino superior, o setor empresarial, o setor social e a administração pública. Uma dinâmica social mediada por dispositivos eletrónicos que evoluem todos os dias, de forma muito rápida e tecnologicamente complexa, para ativos e nativos digitais. Uma ação integrada de política pública, orientada para estimular e garantir a formação da população ativa e a preparação das novas gerações para o “desconhecido”, prevendo o reforço da presença do Estado, para compensar a situação de fragilidade do mercado, numa fase inicial.
Um processo que exige um elevado grau de inovação na abordagem dos novos desafios sociais e societais, que visam o apoio social e as externalidades positivas, que vão influenciar a melhoria do bem-estar da comunidade e a sustentabilidade do capital natural. Um sistema restaurador e regenerativo, procurando preservar a utilidade e valor dos recursos materiais e energéticos, salvaguardando os ecossistemas, o capital financeiro das empresas e o bem-estar social. Uma mudança estruturante de paradigma, fundado num novo modelo de produção e consumo.
Claro, que vai ficar tudo bem! Vivemos em paz, seguros de que estamos livres de agressão e guerra. Livres para construir um novo paradigma, para encontrar soluções e respostas para os novos desafios sociais e societais. A propósito da preocupação que as ondas de choque desta crise, suscitam nos responsáveis políticos, nos profissionais de saúde, nos agentes sociais e económicos, neste contexto de emergência e confinamento, que nos impõem as medidas rigorosas de segurança, por um período previsível longo, em relação ao COVID 19.
Apesar de tudo, um arco Iris de esperança, que anuncia um futuro positivo. Boa Páscoa!

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