Correio do Minho

Braga, terça-feira

Um ano depois…

Ser de Confiança

Ideias Políticas

2014-09-30 às 06h00

Francisco Mota

Um ano depois das eleições autárquicas cabe a todos os agentes políticos, candidatos, eleitos e eleitores fazer um balanço daquilo que tem sido a actuação do executivo municipal.
Confrontado com um dos maiores desafios da sua vida, liderar Braga, Ricardo Rio pautou o seu primeiro ano de gestão municipal pela proximidade com os Bracarenses e as organizações do concelho; diálogo permanente entre todos os autarcas sem descriminação político-partidária; transparência e rigor nas opções da autarquia e a projecção da cidade no contexto nacional e internacional.

As aragens de que em Braga os tempos seriam de mudança não assentaram apenas no discurso, o executivo tem demostrado a atitude certa no exercício das suas funções.
Ainda assim, a sombra da gestão socialista teima em não dar descanso aos bracarenses. Como tive oportunidade de alertar mais que uma vez, apenas é possível assegurar o futuro agindo com responsabilidade no presente. As opções do PS, hipotecaram as gerações vindouras, acarretando para as próximas décadas o pagamento, demasiado pesado, das facturas das megalomanias.

O maior escândalo, e que até hoje, carece de qualquer investigação técnica ou jurídica foi sem dúvida todo o negócio que envolveu as obras realizadas pela sociedade gestora de equipamentos de Braga (SGEB), vulgarmente conhecida como a “construção dos campos de futebol sintéticos.”
Com encargos de 103 milhões de euros associados à SGEB, o partido socialista condenou as contas municipais por 25 anos. Se por si só a construção de equipamentos nestes moldes é condenável, a opção de os fazer em locais onde, nem sequer, existem equipas desportivas é no mínimo arrepiante.

Mas um ano depois, todo este negócio não sofreu qualquer atitude para apurar a sua legalidade jurídica bem como técnica. Muitas questões devem ser colocadas pelos bracarenses. Ao longo de um ano, o administrador da SGEB indicado pelo município, que é “co-responsável por toda esta situação, porque não foi substituído? Porque continuam a existir equipamentos que se encontram encerrados desde 2009 sem qualquer uso até aos dias de hoje? Porque não foi realizada nenhuma vistoria técnica à execução dos projectos, de acordo com os cadernos de encargos? Não haverá condições e razões mais do que suficientes para renegociar a parceria e interromper a construção dos equipamentos em falta?

Porque é que a manutenção dos equipamentos está nas mãos do município?
Porque é que a correcção dos erros estruturais dos equipamentos não é realizada pela SGEB, ou quando o é, demora uma eternidade?
Porque é que o município tenta passar a competência de administração dos equipamentos para as juntas de freguesia sem que antes faça uma vistoria à obra?
Um ano depois um novo trilho foi traçado para Braga, contudo acredito que muitos dos erros do passado podem e devem ser alterados. Braga e os Bracarenses não podem nem devem esperar outra atitude.

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