Correio do Minho

Braga, quinta-feira

Um acordo histórico, um Natal Feliz!

Um futuro europeu sustentável

Ideias Políticas

2014-12-23 às 06h00

Francisco Mota

Desde que o CDS-PP chegou ao governo e que Assunção Cristas lidera a tutela da Agricultura e Pescas o governo conseguiu sempre aumentar a quota de pesca, somados os quatro anos, todos eles com aumento, Portugal alcançou neste período (2012-2015) um aumento de 46%, equivalente a mais 32 mil toneladas de quota de peixe.

Num momento histórico e de importância significativa para o sector, no próximo ano os pescadores portugueses vão poder pescar mais peixe, sobretudo carapau (67%), tamboril (14%), biqueirão (10%) e lagostim (15%). O resultado do acordo alcançado em Bruxelas entre os ministros do mar e pescas da União Europeia, muito mais que o resultado histórico e consagrado é sem sombra de dúvidas de uma enorme importância para o nosso país, em particular para os nossos pescadores e para todo o sector das pescas.

Este é o reconhecimento pelo muito e bom trabalho técnico e político que permitiu a Portugal obter no Conselho estes ganhos extraordinários. A economia do mar assume assim no plano estratégico do país um papel preponderante, beneficiando a captura nacional em detrimento das importações. O CDS-PP sempre defendeu um novo olhar e maior empenho em defesa do mar e das suas potencialidades. Uma vez no governo a seriedade e o empenho dos seus governantes e o compromisso, obrigatório, com a sustentabilidade das espécies traduziu numa justíssima recompensa.

No que diz respeito às negociações para 2015 Portugal teve ganho de causa nos quatro pedidos que tinha sobre a mesa, destacando-se o fim de dez anos de redução de quotas no lagostim, espécie na qual garantiu um aumento de quota de 15% (de 166 toneladas em 2014, para 191 toneladas no próximo ano).
De destacar ainda o aumento relevante do carapau, de 67%, que permite deixar de importar cerca de 16 milhões de euros, e na captura de tamboril (14%) e raias.

Entre as espécies nas quais Portugal registou perdas de quotas, destacou-se ainda assim, apesar de haver uma diminuição nas capturas de pescada (15%), porque está em curso um plano de recuperação, porque assegurou um mecanismo que permite ganhar o equivalente a cerca de 46 dias de mar, possibilitando
aos pescadores portugueses pescarem tudo a que o país tem direito, o que não aconteceu por exemplo em 2014.

Penso que nos podemos congratular pelo aumento de 18% na quota de pesca global para Portugal, ficando na expectativa por um futuro melhor nas pescas. O ano que se avizinha traz consigo uma nova oportunidade para o mar português bem como para a economia sendo traçado um novo capítulo na sua história nacional, tendo este sector secular condições e expectativas altas em relação a um futuro de sucesso e conquista.

Esta é a forma de trabalho com afinco e determinação por Portugal. Estas são as notícias que permitem aos portugueses acreditar num futuro diferente e melhor. Quando afirmamos que necessitávamos de construir um País diferente, não se tratava de discurso de circunstância mais sim porque sabíamos como fazer, por onde ir e como la chegar.

Mesmo tendo existido uma redução no caso das quotas do bacalhau, nada significativo tendo em conta que nos últimos anos aumentou 30%, parece que o peixe será verdadeiramente Rei este Natal, não pelo que se possa servir à mesa da ceia dos portugueses mas sim porque é um exemplo de esperança e de que podemos acreditar no Futuro de Portugal.

Ao contrário dos últimos anos e das tradicionais mensagens de Natal decidi dirigir-me aos leitores do Correio do Minho, particularmente aos Bracarenses, desta forma para vos desejar um Santo e Feliz Natal com as vossas Famílias e um 2015 com muita esperança e sucessos.

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