Correio do Minho

Braga, quarta-feira

Um 2016 mais fraterno, mais humano e mais solidário

Escola em mudança

Ideias Políticas

2016-01-05 às 06h00

Pedro Sousa

O ano que agora termina foi marcado por alguns episódios que ficarão, para sempre, gravados na história pelos piores motivos.
Não me seria, nunca, possível enumerar, aqui, todos aqueles que nos chocaram e que nos fizeram questionar, afinal, que mundo é este onde vivemos; de todo em todo, os recentes atentados terroristas perpetrados em Paris (129 mortos), na universidade queniana de Garissa (147 mortos), a bordo de um avião russo, no Sinai (224 mortos) ou em Beirute (43 mortos), bem como, os ataques dos extremistas islâmicos em Alepo, Damasco e Bagdad que ceifaram milhares de vidas inocentes não podem, nunca, ser esquecidos.

Este ano, é também impossível esquecer a tragédia de milhares de migrantes que, abandonados à sua sorte, a viverem situações verdadeiramente trágicas nos seus países e, apenas, em busca de paz para si e para os seus filhos, se viram obrigados a fugir das suas casas, a deixar para trás as suas vidas e a atravessar o mediterrâneo em condições desumanas, em barcos geridos por máfias que de forma espúria se aproveitam da tragédia alheia para ganhar dinheiro.
A questão dos fluxos de migrantes e de refugiados é uma das questões políticas mais complexas que a Europa e o Mundo têm de enfrentar tendo, sempre, como bússola a sensibilidade, o humanismo e a dignidade que todos os seres humanos merecem.

É inevitável, também, falar da Banca, dos negócios, da finança e do mercado que, supostamente, se auto regula e tende sempre, na perspectiva de alguns ideólogos da direita liberal, para o equilíbrio.
Em Portugal, desde a eclosão da grande crise de 2008/2009 até hoje, último dia de 2015, Portugal já gastou mais de 20 MIL MILHÕES DE EUROS a resgatar Bancos que, durante muitos anos, tiveram à sua frente Administrações verdadeiramente irresponsáveis e criminosas, não se conhecendo, até à data, consequências para nenhuma delas.

Estaremos, todos, certamente de acordo que estes mais de 20 MIL MILHÕES DE EUROS seriam tão mais úteis se aplicados na Educação, o grande motor de transformação de qualquer País ou comunidade, na modernização, valorização e qualificação do nosso Serviço Nacional de Saúde, tão atacado nos últimos anos e na defesa daqueles que, verdadeiramente, mais precisam do Estado e do seu suporte.
E é aqui que foco os meus votos para 2016.

Espero e desejo que seja um ano em que todos sejamos capazes de prolongar por doze meses a atitude aconchegante e de bom ânimo que sempre temos na época de Natal, o espírito mais fraterno, mais solidário e mais disponível para ajudar os outros, tratando-os com o amor e a compaixão que nos merecem os que nos são mais queridos, estando sempre disponíveis para um acto de bondade mesmo que para com um estranho.

Um ano em que a política regresse aquilo que nunca deveria deixar de ter sido. O primado das pessoas, prestando especial atenção a todos aqueles que se encontram nas margens da sociedade: os doentes, os famintos, os pobres, os perseguidos ou os deslocados à procura de abrigo.
Não esquecendo, obviamente, os mais novos. As crianças e os jovens que, como imperativo do qual não podemos, nunca, desistir, devem poder sonhar grandes sonhos no seu País.

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