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UE intensifica a resposta europeia contra o coronavírus

As f(r)ases do Covid 19

UE intensifica a resposta europeia contra o coronavírus

Ideias

2020-10-15 às 06h00

Alzira Costa Alzira Costa

Com a chegada das estações mais frias do ano, chegam também as preocupações relativas à possibilidade de surgir uma segunda vaga de vírus COVID-19 pela Europa com proporções superiores às registadas em março e abril deste ano.
A União Europeia (UE) tem vindo a fazer um trabalho constante na defesa da saúde pública e dos cidadãos europeus. Depois de alguma falta de coordenação resultante das competências da UE no âmbito da saúde, os Estados-Membros (EM) perceberam a necessidade e benefícios em ter a Comissão Europeia (Comissão) como representante dos interesses dos mesmos a nível da saúde, nesta resposta ao surto COVID-19 a nível mundial. A Comissão “pegou as rédeas” do combate da pandemia a nível europeu e tem auxiliado os EM na obtenção de equipamento médico, respostas rápidas de recursos humanos especializadas, e na tomada de medidas que possibilitem uma atenuação do impacto negativo do surto COVID-19 na economia europeia e posterior recuperação económica de uma forma mais célere.
Nos últimos dias, temos assistido um trabalho importante por parte da Comissão neste âmbito e que não podíamos deixar passar em claro.

Em primeiro lugar, a Comissão aprovou no dia 8 de outubro um terceiro contrato para garantir um acesso a uma potencial vacina e que esteja ao alcance de todos. Este contato foi estabelecido com uma das empresas farmacêuticas do grupo Johnson & Johnson e estará disponível para aquisição dos EM assim que se comprovar a sua segurança e eficácia. Este contrato celebra a possibilidade dos EM adquirirem vacinas para 200 milhões de pessoas, com a possibilidade de adquirirem adicionalmente mais 200 milhões de vacinas. Para além desta empresa farmacêutica, a Comissão tem ainda desempenhado um trabalho vital na celebração de contratos com outras empresas farmacêuticas.

Em segundo lugar, a Comissão assinou contrato para o fornecimento de “Remdesivir” – o medicamento mais eficaz para a luta contra o COVID-19 até ao momento. Este contrato dará possibilidade de fornecer até 500 mil ciclos de tratamento do medicamento. O medicamento é, nesta fase, o único medicamento com uma autorização condicional de introdução no mercado da UE para o tratamento de doentes com COVID-19 que necessitem de oxigénio. Isto quer dizer que todos os EM (Portugal incluído) podem fazer as suas encomendas para adquirir este medicamento diretamente com o fornecedor.

Em terceiro lugar, assinalar todo o esforço realizado pela Comissão para combater o impacto negativo do vírus na economia europeia. Graças à “Iniciativa de Investimento de Resposta ao Coronavírus (CRII)”, medidas adotadas no âmbito da Política de Coesão, a UE mobilizou mais de 13 mil milhões de euros em investimentos para fazer face aos efeitos da pandemia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, Fundos Social Europeu, e Fundos de Coesão. No total, foram reafetados 4,1 mil milhões de euros para a aquisição de equipamento vital e de proteção individual para salvar vidas; foram mobilizados 8,4 mil milhões de euros através de subvenções, empréstimos e um conjunto de instrumentos financeiros personalizados para apoiar a economia e, em especial, ajudar as pequenas e médias empresas (PME) a adaptar-se à crise. Por último, foram canalizados cerca de 1,4 mil milhões de euros através do FSE para ajudar as pessoas e salvar empregos.

Em suma, a UE continua a fazer tudo o que está ao seu alcance para que todos os EM estejam devidamente preparados para enfrentar o maior desafio mundial no panorama da saúde do século XXI. Esta posição proactiva e de colaboração para auxiliar as entidades mundiais para encontrar uma vacina o quanto antes tem vindo a dar os seus primeiros resultados, sendo que está previsto que algumas vacinas de empresas cuja Comissão tem vindo a desenvolver contacto possam estar prontas para produção até ao final deste ano. Além disso, não podemos esquecer que a economia europeia é uma economia bastante interligada e interdependente graças às liberdades fundamentais, pelo que urge encontrar uma resposta coordenada neste âmbito para que as centenas de milhares de empresas possam continuar a funcionar para que possam dar o respetivo sustento as milhões de famílias. E neste âmbito, a UE tem feito tudo para defender os postos de trabalho dos cidadãos europeus e garantir o sustento às famílias europeias.
Continuemos nós também a promover comportamentos de proteção individuais e de respeito pelo outro! Projetam-se!

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