Correio do Minho

Braga, sexta-feira

Turquia: tão perto e tão longe

Investir em obrigações: o que devo saber?

Ideias

2017-05-03 às 06h00

Paulo Monteiro

Todos os dias nos chegam más notícias da Turquia, um país que não tem feito jus ao seu lema “Yurtta sulh, cihanda sulh” (Paz em casa, Paz no mundo).
O país está em ‘guerra’. Uma guerra pela democracia, mas que não consegue vencer uma vez que o seu presidente, Recep Tayyip Erdoğan, um pouco contra tudo e contra todos, vai impondo as suas vontades.

Recentemente pediu aos mais de 75 milhões de turcos para votarem em referendo para lhe darem mais poderes. Poderes presidenciais. Erdo-ğan venceu com 51,4% dos votos mas numa eleição que deixou muito a desejar e que não convenceu os observadores internacionais presentes no local, que resumiram o acto eleitoral a muitos erros e que não cumpriu os padrões da democracia. Mas as chamadas de atenção e a possibilidade de voltar a repetir o referendo com seriedade não convenceram o presidente, que simplesmente ignorou os pedidos.

Nos últimos dias, foram despedidos cerca de quatro mil funcionários públicos em mais uma onda das purgas iniciadas depois do golpe de Estado falhado em Julho de 2016. Mais um decreto e mais quatro mil para o desemprego, entre eles mil empregados da justiça e outros mil ligados ao Exército.

E a Imprensa - muitos jornais, rádios e televisões foram encerradas por decreto do presidente - continua a ser silenciada... milhares de jornalistas presos e agora mais programas calados.
Quem viu e quem vê esta Turquia só pode pensar que anda tudo louco. Esta Turquia que até há bem pouco tempo estava em negociações para entrar na União Europeia. Agora... a cada dia que passa, fica cada vez mais distante. O caminho para a ditadura é... já ali. É pena!

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