Correio do Minho

Braga, segunda-feira

Turismo: mexer no que está bem não dá bom resultado...

Sinais de pontuação

Ideias

2017-02-13 às 06h00

Paulo Monteiro

O turismo foi a grande mola impulsionadora da nossa economia em 2016. Bateu recordes atrás de recordes, não só pelas visitas (recordes) de turistas estrangeiros, como pela vinda destes devido a variadissimos - e importantes - acontecimentos realizados no nosso país. É verdade que também ganhamos com a estabilidade e segurança das nossas terras, bem como a aposta feita pelas empresas aéreas de low cost (de baixo custo) que nos escolheram para trazer turistas.

E as low cost não são tão poucas como isso... Ryanair, easyJet, Transavia, Vueling, Wizz Air, Jet2, Flybe e Monarch, são só algumas que apostam em nós porque recebemos bem, temos bom clima, boa gastronomia e muita história para mostrar. Temos tudo para continuar a apostar forte no turismo e, ano após ano, bater recordes e recordes. Mas, para que isso aconteça da melhor forma, temos também que apostar na promoção e na divulgação daquilo que temos. Temos, como se sabe, que gastar milhões para termos retorno de muitos e muitos milhões...

Só que (parece) continuamos a não ser bons para nós próprios. Na semana passada, o presidente da Turismo do Porto e Norte de Portugal, Melchior Moreira, revoltou-se. Tudo porque vai ser impossível fazer promoção turística no mercado interno e alargado em 2017, uma vez que o total da verba foi cativada em 88% (de 1,2 milhões de euros passou para 158 mil euros). Mas há mais: “99% das receitas próprias” foram... cativadas (de 1,1 milhões previstos para 15 mil euros).
Enfim... há aqui muita coisa errada. Ou então é a velha questão: tudo vale para baixar o défice... até estragar o que está bem!

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