Correio do Minho

Braga, sexta-feira

Turismo a potência da economia

Amarelos há muitos...

Ideias Políticas

2014-02-18 às 06h00

Francisco Mota

O turismo há muito que é designado como a grande potência no desenvolvimento da economia nacional. Grandes especialistas defenderam, essencialmente, na última década que a promoção de Portugal e das suas regiões permitiriam projectar um futuro mais próspero.

A verdade é que o ano de 2013 provou esta mesma teoria e o mercado turístico português muito mais que uma potência é hoje uma realidade, segura de si, na economia global do nosso território. Mais hóspedes, mais dormidas, mais estrangeiros a visitar Portugal e mais proveitos. O turismo registou no ano passado os melhores resultados desde que a troika chegou a Portugal e bateu recordes históricos.

A hotelaria portuguesa recebeu mais 8% de dormidas de turistas estrangeiros em 2013, quase o dobro do crescimento do ano anterior (+4,8%). Ao todo, apesar da quebra de 0,9% nos turistas portugueses, os hotéis portugueses receberam 14,4 milhões de hóspedes (+4,2%), que deram origem a 41,7 milhões de dormidas (+5,2%) e permitiram arrecadar 1,96 mil milhões de euros de proveitos (+5,4%), de acordo com os dados preliminares do Instituto Nacional de Estatística (INE).

O turismo é o hoje o maior sector exportador do país configurando a estes números uma importância nunca antes alcançada pelo facto de surgirem num momento económico excepcional, difícil e particularmente desafiante para a nossa economia bem como para os nossos empresários.

Fora este valor é ainda de assinalar o impacto positivo que manteve ao permitir criar emprego, se não vejamos: dos 128 mil postos de trabalho criados de março a dezembro, quase 26 mil foram gerados pelo turismo, acrescendo ainda a isto que de forma direta ou indireta este sector foi responsável por 20% do emprego criado no ano passado.

Quanto a quem nos visita os dados divulgados pelo INE, os britânicos são o primeiro emissor estrangeiro, com 6,4 milhões de dormidas em 2013 (+8,6%), seguindo-se-lhes os alemães, com 3,7 milhões de dormidas (+6,7%) e os espanhóis, com pouco mais de três milhões de dormidas e uma tímida recuperação de 0,7% face a 2012. Já a França teve um dos maiores aumentos do ano, com +14,5% de dormidas, quase tanto como os EUA, que deram origem a +16,4% de dormidas. O Instituto Nacional de estatística destaca ainda o crescimento do mercado da Rússia, que aumentou as dormidas em 17,9% e o número de hóspedes em 15,%, sendo já o 11.º mercado emissor de turistas para Portugal.

Por esta discrição poderíamos afirmar que Portugal está na moda e na rota dos turistas, contudo acredito que devemos ser mais audazes e ambiciosos naquilo que é o futuro do sector em território nacional. As regiões devem-se afirmar como um todo e potenciar um cardápio turístico com estratégia e agregando as maiores forças de cada perímetro Nacional. Não podemos contribuir para a competitividade isolada de cada município ou de cada pequeno território, porque dessa forma perde-se escala e dimensão de mercado.

O turismo é sem dúvida um motor da economia e com uma potencialidade enorme, só que apenas é proveitoso se todos os intervenientes convergirem numa estratégia conjunta.

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