Correio do Minho

Braga, quinta-feira

Três apontamentos

Um convite da Comissão Europeia para quem gosta de línguas

Ideias Políticas

2018-01-16 às 06h00

Carlos Almeida

Para variar, hoje faço outra abordagem neste espaço, dando destaque a três assuntos da actualidade.
Pondo de lado a propaganda, vamos a factos: o município de Braga aprovou para 2018 uma redução de 2,5 % nas tarifas de abastecimento de água e saneamento. É positivo? É. Devia ir mais hoje? Sem dúvida. Note-se que, por exemplo, no exercício de 2016 a AGERE obteve de lucro perto de 6 milhões de euros. Os anos anteriores, não tendo atingido esta cifra, a verdade é que também representaram em conjunto a acumulação de lucros muito significativos. Em sentido inverso tem evoluído o investimento na rede e nos serviços prestados, o que, objectivamente, torna fácil, mas aquém, a redução de tarifas.

Para além disso, o tarifário para 2018 comporta alterações significativas em alguns dos seus itens, nomeadamente no que se refere à tarifa de abastecimento de água e às tarifas fixas de disponibilidade de água e de águas residuais. Estas tarifas sofrem aumentos, entre os 18 e os 26%, no que respeita aos consumidores sociais e às IPSS. No entanto, apesar destes aumentos efectivamente inscritos no tarifário, a AGERE decidiu, para o ano de 2018, aplicar um desconto que na prática anula a subida dessas tarifas. Daí em diante, veremos se o desconto manter-se-á. Resulta, ainda, uma questão: o que levou o Conselho de Administração da AGERE a introduzir estes aumentos no tarifário para 2018, para depois, em simultâneo, aplicar um desconto aos consumidores? Creio ser importante ficarmos esclarecidos.

Noutro campo da governação municipal, finalmente, arrancaram as obras na escola básica de 1º ciclo de São Lázaro. O processo, extremamente penoso para as crianças e suas famílias, professores e outros funcionários, pode agora prosseguir depois da obtenção de visto pelo Tribunal de Contas. Para trás, para já, ficam 15 meses de transtorno e confusões causadas pelo mau planeamento da Câmara Municipal de Braga. Aguardemos, com esperança, que daqui em diante as coisas possam correr melhor e, em Setembro próximo, com as obras devidamente concluídas, o ano lectivo possa arrancar já no novo Centro Escolar de São Lázaro. Para isso, a Câmara não pode relaxar, deve fiscalizar a obra e garantir com rigor o cumprimento dos prazos, sem margem para derrapagens. Qualquer deslize pode representar, pelo menos, mais um período nas actuais instalações provisórias, reconhecidas por todos (com excepção do Presidente Ricardo Rio) como precárias e desajustadas.

Por fim, uma nota sobre as recentes eleições no PSD. Naturalmente, caberá aos seus militantes fazer os juízos necessários, mas há uma leitura absolutamente clara e objectiva que consiste, pelo menos no plano local, na evidente derrota do líder parlamentar Hugo Soares, que sendo presidente da estrutura local, e mesmo tendo conseguido para Santana Lopes apoios do aparelho da concelhia de Braga, não se livrou de uma forte humilhação política, reveladora da sua insignificante influência. Hoje, são já muitos os que internamente exigem a sua demissão. A ver vamos se aguenta mais do que as 24 horas que tanto gosta de dar a outros.

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