Correio do Minho

Braga, quarta-feira

Trilogia: colaborador, redes sociais e empresa

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Escreve quem sabe

2014-10-26 às 06h00

Joana Silva

Cada vez mais as novas tecnologias ganham destaque no nosso dia-a-dia. Hoje grande parte das pessoas estão rendidas às redes sociais, independente da idade. Se anteriormente era frequente ouvir-se expressões, “Isso não é para mim, é para os jovens.” ou então, “ Isso é para quem não tem que fazer!”, pode dizer-se que estas “reticências” estão ultrapassadas, segundo investigações que incidem nesta problemática, o uso das redes sociais.

Mesmo em eventos sociais e informais, parece estar “out” o pedido do número de telemóvel, sendo substituído pela trocas de endereços nas redes sociais. As redes sociais permitem rever amigos que por força das circunstâncias da vida se distanciaram, algumas “confissões” ou desabafos quer bons ou maus que se extravasam através das publicações, em outros casos combater a solidão ou conhecer novas pessoas, e até divulgar algum projeto, pois este tende a difundir-se muito mais rapidamente entre as pessoas.

Tudo está basicamente a um alcance de um “click”. No entanto, como diz o sábio ditado popular, “Nem tudo o que reluz é ouro.” logo é necessário ter alguns cuidados na utilização das redes sociais por forma a prevenir eventuais problemas, nomeadamente, entre a entidade contratual onde o colaborador exerce funções. Sabia que uma empresa pode eventualmente inferir algumas características da sua personalidade com base na visualização, por exemplo, da sua página em determinada rede social?! Investigações recentes apontam para estas situações. As publicações que os utilizadores tendem a fazer permitem “interpretar” estados de ânimo (salvaguardando-se que nem sempre podem corresponder à verdade).

Assim sendo e dando continuidade a esta linha de pensamento, por exemplo, publicações contínuas em que o estado de animo do futuro/ou já colaborador, se encontra desanimado pode suscitar na empresa a ideia que poderá “não estar bem” e por esta razão poderão concluir que ao “não estar bem”, não corresponderá às expectativas em termos de produtividade face à entidade. Outra situação é a tendência para se aceitar os colegas de trabalho ou até mesmo os quadros de chefia, quer seja esse o desejo, quer não. B

asicamente os que querem, estão assim a autorizar e a comprometer -se a aceitar as conclusões que possam surgir de por exemplo, de uma segunda-feira em que não pode ir trabalhar por motivos de doença (sendo a mais pura das verdades) mas que “aos olhos” do chefe, contradiz-se com a publicação de fotos num concerto durante o fim-de-semana, onde se encontra festivaleiro na companhia de amigos. É que uma imagem “vale mais do que mil palavras”.

Quanto aqueles que não querem, por vezes, ficam desconfortáveis no papel de “separar as águas” entre o “trabalho e o conhaque” e questionam-se “Será que vai tomar a mal?”, “Terei consequências?!”. Certamente que não, com base no esclarecimento ou justificação que por motivos profissionais não o faz. Outro aspeto a ter em atenção é o da linguagem que se emprega, sendo a evitar as palavras ofensivas como os palavrões ou críticas destrutivas a algo ou alguém. As palavras tem muito poder, e por vezes, é-se mal interpretado nas mesmas quando na verdade o sentido de certa afirmação era outro.

Vivemos numa democracia em que as opiniões são/devem ser válidas, no entanto a forma como as expressámos devem ser assertivas e nunca agressivas. Por vezes fazer certos “reparos” nas redes sociais menos bons das empresas onde se tem colaboração profissional podem ter consequências negativas para o colaborador. As redes sociais são ferramentas importantes permitem a interação entre pessoas, todavia, é necessário sensatez na sua utilização e na conduta que deve ser abraçada relativamente à entidade.

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