Correio do Minho

Braga, quarta-feira

Tráfico de órgãos com lucros criminosos...

Instrumentos antigos suas características e classificação

Ideias

2018-05-16 às 06h00

Paulo Monteiro

Sabia que entre 5% e 10% dos transplantes renais, por exemplo, são realizados através do comércio de órgãos? E que o preço varia entre os 62 e os 140 mil euros? Pois, eu não sabia e fiquei ontem a saber. Estes e outros números foram tornados públicos por Ana Pires da Silva, perita do Instituto Português do Sangue, e apresentados no seminário Tráfico de órgãos humanos, que decorreu na Assembleia da República.
E há mais dados e muito alarmantes: o tráfico de seres humanos, muitas vezes para recolha de órgãos para transplante, é a segunda prática criminosa mais lucrativa a seguir ao tráfico de armas, segundo dados da Organização das Nações Unidas. Mas os números medonhos não se ficam por aqui: o crime de tráfico de órgãos está entre os 10 crimes mais cometidos no Mundo, em 2015.
Ana Pires da Silva fala até em turismo de transplantação... Os mais ricos viajam para países pobres para procurar órgãos para depois lhes serem transplantados. Índia, Paquistão e China são os países onde existe mais turismo de transplantação onde os locais - tamanha é a miséria -, chegam ao desespero de se mutilarem ou venderem um órgão a troco de dinheiro.

Aliás, há muitas histórias, de viajantes por estes países e, no caso concreto da Índia, onde muitos jovens são mutilados para se dedicarem à mendigação. São tantas as histórias tristes e sem sentido que nos chegam e nos deixam boquiabertos: E o tráfico de órgãos é um capítulo muito negro no Mundo e muitas vezes corre mal para quem doa ou vende e para quem compra ou recebe. Isto tem de acabar. E chegou também a hora de Portugal ratificar a convenção sobre tráfico de órgãos para transplante que assinou a 25 de Março. Chegou a hora de destruir este horrendo crime que é o segundo mais lucrativo a seguir às armas...

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