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Trabalho remoto, uma realidade que veio para ficar

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Trabalho remoto, uma realidade que veio para ficar

Escreve quem sabe

2020-06-19 às 06h00

João Pedro Silva João Pedro Silva

A Covid-19 teve e continuará a ter um impacto ainda difícil de quantificar na sociedade portuguesa. Da Saúde Pública à Educação passando pela restauração, foram muitos os sectores que sentiram o impacto provocado pelo confinamento e por isso tiveram de se adaptar a esta nova realidade e desafios. Pessoas e empresas tiveram de se reinventar face a esta nova normalidade que aparenta ter vindo para durar.
No que diz respeito às condições laborais e à forma como desempenhamos as nossas profissões, a imposição pela Direcção Geral de Saúde do distanciamento social e o confinamento profiláctico, obrigou a que uma parte da população passasse a sua actividade profissional para dentro de casa em regime de teletrabalho.

Embora esta seja uma prática comum em alguns sectores, a aplicação deste regime de trabalho nos lares portugueses não foi homogénea. Conhecidos são os relatos de pais com filhos pequenos, nomeadamente em idade pré-escolar, que viram a sua capacidade produtiva significativamente reduzida neste novo regime laboral durante o período de confinamento. Ao mesmo tempo, para outros, esta foi uma oportunidade para encontrar a harmonia entre a vida pessoal e profissional que há tanto almejavam.

Nas empresas, como nos lares, a adaptação também se processou com diferentes graus de dificuldades e entropia. Há não muito tempo parecia-nos impossível que, por exemplo, um professor do ensino básico pudesse dar as suas aulas por videoconferência, ou que um banqueiro ou um psicólogo pudessem atender os seus clientes, remotamente. Nestas coisas o povo é sábio e “a necessidade aguça o engenho”.
Esta nova realidade alargou os horizontes das empresas que compreenderam que as suas equipas continuam operacionais, mesmo fora da sua zona de conforto e, aqueles que se viram obrigados a trabalhar a partir de casa rapidamente se adaptaram. Estamos numa fase em que a margem de manobra das empresas é menor e temos sido constantemente colocados à prova. A resposta positiva a estes desafios permitiu a muitas equipas manterem-se, não só com o desempenho habitual, como muitas delas tiveram a capacidade para se superar.

Esta tem sido a realidade recente de muitos de nós, e para outros tantos, continuará a ser por tempo indeterminado. O teletrabalho surge como uma solução provisória para uma situação temporária, enquanto o número de casos estiver descontrolado.
Continuaremos portanto a falar de teletrabalho, plataformas de videoconferências ou telescola durante mais algum tempo e por isso convém compreendermos de que forma podemos tirar o máximo proveito desta realidade para que o teletrabalho não seja um entrave à nossa produtividade mas sim uma oportunidade para crescermos e nos reinventarmos.
Uma nota final, positiva, e que espero seja inspiradora. Tenhamos sempre em mente a música dos Monty Python “Always look at the bright side of life”.

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