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Trabalhadores dos resíduos na “linha da frente”

Palavras cruzadas e encriptação linguística

Trabalhadores dos resíduos na “linha da frente”

Ideias

2020-11-11 às 06h00

Pedro Machado Pedro Machado

Para um bom funcionamento da vida em sociedade, o contributo de cada um torna-se fundamental para a construção de um futuro melhor. A separação dos resíduos é uma questão de cidadania e civismo.
A Braval, pela concessão do Estado Português, tem a missão de tratar e valorizar os resíduos urbanos que, cada vez mais, são vistos como um recurso e não como lixo.
Como tenho vindo a dizer, cada vez mais é necessária a colaboração de todos os cidadãos que conscientemente colocam nos ecopontos vidro, papel, cartão, embalagens e pilhas.
Os colaboradores da Braval, motoristas e ajudantes, procedem diariamente, há 20 anos, a árdua tarefa de recolher as embalagens nos ecopontos. Após esta recolha nos ecopontos, os resíduos de embalagens são transportados para a Estação de Triagem, onde vários colaboradores (triadores) se encarregam de separar manualmente os resíduos.
É um trabalho exigente, mas imprescindível para que o material seja enviado para reciclar.
É necessário separar os vários tipos de plásticos, de papel e de metal, pois são materiais diferentes entre si, que vão servir para fazer novos produtos, também diferentes, e serão enviados para locais diversos, como tal, têm de ser totalmente separados.
É responsabilidade de todos nós facilitar este trabalho, colocando nos ecopontos apenas o material aconselhado.
O material de proteção contra a pandemia de covid-19: máscaras, luvas e lenços, deve ser deitado no lixo comum e nunca nos ecopontos de reciclagem! Este materiais, também não devem ser deitados para o chão nem para a sanita.
As máscaras, as luvas e os lenços são objetos descartáveis, pelo que, após utilização, devem ser logo deitados no lixo, pois podem estar infetados e, por isso, nunca devem ser colocados nos ecopontos para reciclagem.
Há que reforçar o respeito pelas pessoas que trabalham na recolha de resíduos e na limpeza urbana, protegendo-os de material que possa estar contaminado pois estas pessoas também estão na “linha da frente” e poucas vezes são lembradas por esse facto.
Relembro que em domicílios onde haja casos de covid-19, todos os resíduos devem ser deitados fora usando dois sacos do lixo, não cheios, atados e postos nos contentores do lixo comum. Se não houver casos, todo o lixo reciclável deve ser posto nos ecopontos respetivos.
Os cidadãos muitas vezes não pensam que há outras pessoas a mexer naquilo que deitaram fora, no entanto, é importante ter isto em mente para que não se coloque em risco a saúde das pessoas. Há que respeitar as regras de deposição nos ecopontos.
Para além de outro tipo de resíduos não valorizáveis, infelizmente, por vezes, também há alguns acidentes de trabalho na triagem da Braval, por exemplo, com agulhas, seringas ou outros materiais cortantes, incorretamente colocados nos ecopontos. Como é de conhecimento geral, são várias as doenças que podem ser transmitidas através da picada com agulha, por exemplo, a hepatite B e o VIH.
Com este comportamento desnecessário coloca-se em perigo a saúde dos trabalhadores. Nas farmácias, existem pontos de recolha gratuitos para as agulhas e seringas, onde posteriormente são encaminhadas e tratadas com segurança.
Vamos ser conscientes e respeitar quem está a trabalhar em prol da saúde pública e do ambiente, colocando nos ecopontos, apenas e só, o material aconselhado.
Nesta fase de pandemia, lembre-se de quem está na “linha da frente”, em todas as funções imprescindíveis no dia-a-dia.
Ajude-nos, ajudando-se!

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