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Tosse Convulsa – os casos que não param de aumentar

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Tosse Convulsa – os casos que não param de aumentar

Voz à Saúde

2024-05-21 às 06h00

Joana Afonso Joana Afonso

A Tosse Convulsa é uma doença respiratória muito contagiosa, causada pela infeção com a bactéria Bordetella pertussis. O contágio é feito através de gotículas respiratórias transmitidas quando a pessoa infetada tosse ou espirra. Pode também haver contágio através do contacto com objetos contaminados com secreções.
Atualmente, em Portugal, tem-se registado um aumento do número de novos casos de Tosse Convulsa, sendo que, segundo os dados, foram notificados mais casos nos primeiros quatro meses de 2024 (200 casos) que na totalidade do ano de 2023 (22 casos). A maioria dos casos confirmados ocorreu na população infantil (86%), atingindo sobretudo as crianças entre os 10 e 13 anos (21%) e com idade inferior a 1 ano (20%).
Importa referir que, cerca de 1 em cada 4 casos de crianças infetadas diz respeito aos casos em que estas não tinham sido vacinadas ou ainda com o esquema de vacinação por completar. Há ainda casos a surgir antes da idade protocolada para o início da vacinação. A necessidade de internamento é maior nas crianças mais pequenas com idade inferior a 1 ano.
Desde o momento do contágio até ao início dos sintomas passam, em média, 7 a 10 dias, podendo ir até 21 dias. Os sintomas podem confundir-se com uma constipação vulgar dado que os doentes apresentam corrimento ou congestão nasais, olhos lacrimejantes e vermelhos, febre e, claro, tosse. Importa salientar que a Tosse Convulsa evolui por fases: Fase 1, que dura 1 a 2 semanas, com inflamação e corrimento nasais, tosse seca e febre baixa; Fase 2, durante 2 a 6 semanas, que cursa com agravamento da tosse, com tendência a piorar no período da noite. Nos casos mais graves pode levar a cianose (cor azul da pele e lábios) e inchaço da língua; Fase 3, durante mais 2 a 6 semanas, a tosse vai diminuindo em intensidade e frequência.
No caso da criança, adolescente ou jovem adulto estar vacinado, poderão manifestar-se apenas sintomas ligeiros como a tosse persistente. De referir que, o período de maior contágio, ocorre nas 3 primeiras semanas de tosse.
O diagnóstico pode ser difícil pela semelhança a outras infeções respiratórias mais comuns. Na maioria dos casos, o diagnóstico poderá ser clínico. Nesse sentido, procure o seu Médico Assistente em caso de suspeita do quadro. De forma a confirmar, poderá ser necessária a realização da avaliação das secreções nasofaríngeas, análises ao sangue e um RX do tórax.
O tratamento dos casos menos graves é feito em casa através da toma de antibióticos prescritos pelo Médico Assistente. Pelo maior risco de complicações, os bebés poderão ter necessidade de tratamento e monitorização hospitalares. Os medicamentos de venda livre para tratamento da tosse estão desaconselhados na Tosse Convulsa, o que torna o alívio da tosse difícil.
A melhor forma de prevenir a doença é através da vacinação. Trata-se de uma vacina distribuída gratuitamente em Portugal, através do Programa Nacional de Vacinação, sendo administrada aos 2, 4, 6, 18 meses de vida e aos 5 anos. As grávidas também devem ser vacinadas entre as 20 e as 36 semanas de gestação, idealmente até às 32 semanas, de forma a transmitirem defesas ao bebé que estão a gerar.
Lembre-se, cuide de Si! Cuide da Sua Saúde!

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