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Voz às Escolas

2020-09-16 às 06h00

Manuel Vitorino Manuel Vitorino

Acobertura mediática sobre o regresso às aulas tornou-se um exercício de ansiedade colectiva.
Se muitas crianças já estão em casa desde o mês de março, também é verdade que milhares já haviam regressado à escola em maio e junho, que fizeram exames em julho e em Setembro. Nestes contextos, as coisas funcionaram com a normalidade necessária e sem problemas de maior.
Compreende-se a prudência no cenário de evolução que vivemos, presentemente. Não se entende esta histeria nem a quem aproveita.
Para além das orientações, normas e planos, as escolas são fustigadas com centenas de propostas comerciais, com as mais fantásticas ofertas: máscaras, panamás com viseiras, tapetes desinfectantes, túneis de desinfecção, pulverizadores que dispensam a limpeza manual, sinaléticas, álcool-gel para todos os gostos, termómetros digitais, câmaras digitais com medicação de temperatura, computadores recondicionados e 'lentiuns' de várias marcas, sistemas de videoconferência, etc.
É toda uma parafernália de tralha, que de repente, resolve todos os problemas desta pandemia e alimenta um negócio florescente de empresas, umas sem domicílio postal e outras que reconverteram o ramo de negócio, e que, paradoxalmente, reforçam uma cultura de medo na sociedade.
É preciso o discernimento necessário para entendermos o essencial: vimemos um tempo de incertezas e a única forma de minimizar os efeitos nefastos deste vírus passa pela adoção de comportamentos pessoais e colectivos responsáveis, nos vários ambientes, dentro e fora da escola.
Este é o tempo da cidadania em acção. Para os professores, para os alunos, para os encarregados de educação, para as instituições e para as empresas.

Neste novo ano letivo, necessitamos de estar todos implicados na aplicação das normas sanitárias, nas aprendizagens, no trabalho colaborativo dos professores e das famílias, na resposta aos cenários que podem exigir a aplicação do regime misto (com aulas presenciais, síncronas e de trabalho autónomo) ou regime não presencial, com o aperfeiçoamento do ensino á distância.
Não há soluções simples para problemas complexos. Mas há muito trabalho, de todos os intervenientes do sistema educativo, que ajudará a que seja um novo regresso à escola bem sucedido.

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