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Terminar com o terror!

Saúde escolar: parceiro imprescindível das escolas de hoje

Ideias Políticas

2016-03-29 às 06h00

Hugo Soares

Escrevo estas linhas no rescaldo de mais uma semana de terror e em simultâneo com um “última hora” das Tvs que dão nota de um tiroteio que motivou o encerramento da Casa Branca e do Capitólio. Terminarei este texto sem saber se se trata de mais um vil atentando ou apenas de um episódio esporádico de criminalidade. Seja o que for: hoje, vivemos em clima de terror e o medo assalta-nos em várias ocasiões.

Um terror motivado por razões políticas e ideológicas. Um terror que tem na génese uma loucura insanável por uma crença maléfica. Sim, uma crença maléfica porque não há Deus (qualquer que seja!) que proponha aos seus seguidores o terror e a maldade. Sejamos ainda mais claros: os protagonistas do estado islâmico são gente sem escrúpulos cuja perseguição pelo resto do mundo (e o resto é tão grande e tão mais forte e tão mais numeroso e tão mais capaz…) se impõe.

É verdade que os ataques à Europa funcionam como setas diretas aos nossos corações. Mas não podemos esquecer as centenas que são mortos na Ásia ou em África. Muçulmanos. Sim, para que não se pense ou se entre numa lógica desenfreada de segregação ou xenofobia é bom lembrarmos que centenas de muçulmanos são barbaramente assassinados em atos de terrorismo. A verdade é que quem perpetra estes ataques não o faz escolhendo vítimas cristãs, ateus ou crentes de Alá. Fá-lo pela vontade de espelhar o medo e através dele alcançar o poder. Da nossa parte só nos resta tomar decisões. O que fazer para de uma vez por todas dar paz “ao resto do mundo” contra o autoproclamado estado islâmico? É a essa pergunta que temos dar resposta e que as lideranças internacionais têm que corresponder.

Este é o tempo em que as instituições de paz e segurança que o mundo viu nascer sob a égide das promessas de paz para sempre serem capazes de colocar um ponto final no clima de terror. A ingenuidade de quem deseja o sossego em cada aeroporto que frequenta não vai ao ponto de achar que esta guerra se ganha em dois dias… mas se nada se fizer, se não tivermos à altura - enquanto comunidade - de agir (e não reagir) então já perdemos.

Parece-me evidente que não é a lógica securitária tout court que resolverá os nossos problemas. Não serão machadas no projeto europeu que vimos a construir que serão a solução. Além do mais é preciso atentarmos que muitos destes protagonistas da loucura maléfica são naturais de países europeus recrutados mais das vezes por mecanismos virtuais. Mas também não é de braços cruzados que venceremos esta guerra. Um verdadeiro sistema de informações europeu, uma intervenção direta, determinada e contundente nos territórios ocupados pelo estado islâmico, e o apoio aos Estados legítimos são propostas que rapidamente devem passar a soluções.

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