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Start Point - Para um ecossistema promotor de empregabilidade

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Escreve quem sabe

2015-11-15 às 06h00

Manuel Barros Manuel Barros

Decorreu no Campus de Gualtar na Universidade do Minho, mais uma edição da Start Point, a feira de emprego e empreendedorismo, organizada pelo LIFTOFF, gabinete do empreendedor da AAUM. Certame que comemorou o seu quinto aniversário, ao serviço da academia e, sobretudo dos estudantes, cujos resultados se fizeram sentir com a presença de startups e de empresas com méritos firmados, que nasceram neste ecossistema empreendedor.
Momento marcado pelos testemunhos de muitos protagonistas, atuais e ex- dirigentes associativos, que deram o a sua capacidade de iniciativa à história desta estrutura associativa, e pelo lançamento da revista Get Started | 2015. Publicação que pretende divulgar conteúdos na área do empreendedorismo, em contexto educativo. Assunto que marca a atualidade, porque o empreendedorismo, a par do emprego e empregabilidade dos diplomados do ensino superior, estão na ordem do dia.
Mais um contributo, para o conhecimento e debate da temática, que contou com a colaboração de um vasto leque de profissionais com distintos percursos de vida, e provenientes dos mais diversos quadrantes da sociedade. Um certame que contou com um número muito significativo parceiros entre instituições públicas, empresas de diversos setores, gabinetes de estudo, incubadoras, instituições bancárias e consultoras, que tem vindo a crescer. Um evento que consubstancia o fomento e o apoio a espírito empreendedor da comunidade académica, que se tem assumido como interface de apoio ao empreendedorismo qualificado, no ensino superior da região e, uma boa prática de referência nacional, no associativismo estudantil.
Desiderato que se enquadra, na criação de e consolidação de uma cultura científica e empreendedora, que se tem assumido como uma janela de oportunidade de acesso ao mercado de trabalho, e um fator de desenvolvimento de um novo tecido empresarial. Agente de inovação com valor acrescentado, que incorpora uma estratégia associativa de proximidade proativa, através de mecanismos de divulgação e informação, junto da comunidade académica e do meio envolvente.
Um dinamismo cada vez mais valorizado, no meio académico e na sociedade, onde desempenha um papel fundamental, e onde LIFTOFF tem sabido afirmar a sua missão, com base de um vasto leque de projetos, centrados nos desafios do sistema educativo, da sociedade do conhecimento e da inovação, sabendo ouvir os estudantes, os órgãos de governo da Universidade e do seu Conselho Estratégico. Numa preocupação constante, com futuro profissional dos diplomados e dos futuros diplomados, e com o processo de inserção no mercado, onde empreendedorismo é assumido cada vez mais, como uma verdadeira dimensão de cidadania.
Neste contexto, o LIFTOFF é um agente importante de transferência de conhecimento para o mercado de trabalho, tal como se tem afirmado. Tem sido, uma excelente plataforma de confrontação positiva dos estudantes e diplomados, com a realidade do mercado de trabalho, consciencializando os estudantes, que o conhecimento é importante, mas que é mais importante ainda, saber o que fazer com ele, e saber aplicá-lo. Um exemplo, no seio de um vasto leque de estruturas e iniciativas estudantis, que têm vindo a protagonizar uma “revolução silenciosa” no seio das instituições do ensino superior, em relação aos desafios da criatividade, da inovação e do desenvolvimento de competências transversais, muito valorizadas pela mercado e pela sociedade.
Um conceito que tem acentuado a sua contextualização, na resposta às mudanças dos processos de produção e de trabalho, com a aplicação de novas tecnologias e o aparecimento das novas formas de gestão. Fazendo com que a inserção no mercado de trabalho assuma uma dimensão diferente na qualificação do processo laboral, na economia, no mercado e na generalidade do universo das relações sociais.
Num processo que se caracteriza por um intenso movimento de reestruturação, dando origem a novas exigências laborais, baseadas numa responsabilidade repartida em que o cidadão, jovem ou menos jovem, assume um papel fundamental no processo de promoção da sua própria empregabilidade. Entendida como um conceito de utilização recente, que entrou na narrativa, como consequência da adoção dos procedimentos de reforma e reorganização do espaço europeu, que designa a qualidade ou possibilidade de se ter um emprego, considerado aqui no seu sentido lato, desde o emprego por conta de outrem ao autoemprego.
Uma missão de cidadania sustentada na iniciativa empresarial e associativa, na capacidade de gerar riqueza, potenciando setores tradicionais com valor acrescentado, paralelamente, com os setores inovadores de incorporação tecnológica, promovendo a criação de ecossistemas locais de inovação e empreendedorismo, de oportunidades de emprego e de incentivo da empregabilidade, na perspetiva de uma cultura de inovação, que preserva a tradição.
A Start Point é mais um contributo dos estudantes da Universidade do Minho e da sua Associação Académica para responder, a um mercado de trabalho, que está em constante mudança, na expectativa que sejam criadas oportunidades e de novas profissões, afirmando o LIFTOFF como um ecossistema de empreendedorismo, promotor de empregabilidade.

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