Correio do Minho

Braga, quarta-feira

Sorte ou Azar

‘Tu decides’ e o AE Maximinos move-se pela cidadania

Escreve quem sabe

2015-06-07 às 06h00

Joana Silva

Quantas vezes já se ouviu dizer, “Não tenho sorte nenhuma!” ou “Tudo a mim me acontece, não entendo.”? Dizem que a sorte direciona para a felicidade e o azar para a infelicidade. Será?! Eis a questão. A sorte ou o azar é ditada pelo livre arbítrio de decidir por via da avaliação das opções disponíveis que a vida oferece cujo culminar direciona a escolha para determinado caminho. Nem todas as decisões infelizmente caminham para o sucesso ou felicidade, dando lugar a estados emocionais negativos percecionando assim a vivência do azar.

Na fase em que nos sentimos mais “em baixo” existe uma correlação para se considerar que o azar “ só bate à nossa porta”, e nunca aos outros. Por outro lado, quando se está bem emocionalmente, por mais que os obstáculos surjam, afetam mas não tão profundamente quando numa fase mais deprimida. “Estar bem” ou “Estar mal” altera a capacidade de ver a realidade, pois no segundo caso por exemplo, tende-se a focar de forma exagerada nos factos negativos que aconteceram. Um estado emocional forte, é protetor mental,“ Aconteceu-me.

A vida é dura mas eu consigo ser mais ainda.”Expetativas falhadas dão aso à perceção do azar, onde se atribuiu na maioria das vezes as responsabilidades a fatores externos ou a outras pessoas que não o própria, por forma a minimizar a dor emocional interna. Poderá persistir uma necessidade de “culpar” alguém pelo fracasso quer profissional, emocional ou relacional. No entanto, é a própria pessoa que opta não os outros por ela (na maioria). Não existem decisões perfeitas, ideais, todas tem os seus “prós e contras” mas mesmo as (im)perfeitas não são absolutas e irrevogáveis, pois é sempre possível a sua alteração mesmo que não seja possível num futuro próximo.

É pelo foco excessivo no azar que podem “passar ao lado” outras oportunidades que a vida oferece. É importante não “deixar passar em branco” o melhor da vida, valorizar a “sorte”. A felicidade sente-se quando na companhia de quem mais se gosta, família, amigos ou até um animal de estimação. O ser humano é puramente um ser socializador. O trabalho é muito importante mesmo que não seja um emprego dos nossos “sonhos”. Foco portanto na procura de um que satisfaça emocionalmente mas também torna-se perceber que o atual também é agente catalisador da alegria e da felicidade (o dinheiro conseguido permite satisfazer as necessidades básicas e até as de lazer como jantar, passear etc. vivencias boas portanto).

Há quem deseje que saia a lotaria para ser rico e que riqueza é felicidade. Será?! É que mesmo as pessoas mais ricas têm os seus momentos de “altos e baixos”. No entanto, pelo prisma da satisfação das necessidades básicas, sim é importante. Há quem adie para o futuro a sorte, “ Só irei ser feliz quando terminar de pagar a minha casa” (quem diz casa poderá dizer carro etc..) ou “…quando encontrar a minha cara- metade”. Neste adiar, perdem-se anos e quiça momentos de pura felicidade. Hoje, valoriza-se muito a aparência e a beleza, ao ponto de existir uma certa preocupação exagerada com o corpo perfeito.

É justamente na “imperfeição” em que a beleza mais se destaca. Há quem valorize o “ter status”. Em questões psicossociais poderá indicar a valorização para aquilo“ que os outros pensam” . Mais do que valorizar o “que outros dizem ou possam pensar” é necessário procurar dentro de si o bem-estar. Por tudo o quanto foi referido resta dizer, valorize a melhor pessoa do mundo, VOCÊ!

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