Correio do Minho

Braga, segunda-feira

Somos todos consumidores, uns mais idosos do que outros. O papel das instituições no apoio ao idoso

O mito do roubo de trabalho

Escreve quem sabe

2017-01-07 às 06h00

Fernando Viana

Temos vindo a abordar a temática dos consumidores idosos nalgumas das últimas crónicas. Faz todo o sentido. Portugal é um país cada vez mais envelhecido. A população idosa, considerando como tal a dos indivíduos com 65 ou mais anos representará atualmente mais de dois milhões de pessoas, perto de 20% da população.
Trata-se de um grupo altamente carecido de atenção por parte de todos os responsáveis políticos. Temos aqui concentrada a população que progressivamente deixa de trabalhar, ficando dependente de reformas, pensões e prestações sociais, que como sabemos são de um modo geral relativamente baixas no nosso país. Progressivamente, os idosos vão perdendo capacidades físicas, ficando dependentes de terceiros. A retaguarda familiar é claramente insuficiente, não apenas pela diminuição dos laços familiares e das pessoas que a integram, mas também muito pela complexidade da vida atual, que nos tornam todos muito ocupados e, por vezes muito ausentes. Assim, são muitas vezes as instituições que vão dando apoio aos idosos na satisfação das suas necessidades. O número de IPSS (Instituições Particulares de Solidariedade Social) vocacionadas para o apoio aos idosos não para de aumentar. As Misericórdias, as Juntas de Freguesia, as associações com este objeto têm-se tornado cada vez mais atuantes, criando Centros de Dia, Lares de Idosos, disponibilizando apoio domiciliário, etc.
O apoio dado por estas instituições é fundamental. Trata-se de entidades que de forma profissional, com pessoal especializado, tem por missão ajudar os idosos na ocupação dos seus tempos livres; no fornecimento de alimentação adequada e equilibrada; no acompanhamento aos centros de saúde e na realização de exames médicos e tratamentos, ou simples consultas de rotina; no seu alojamento em condições de dignidade e no apoio às quotidinas tarefas de higiene.
Estas entidades que integram a chamada economia social devem ser mais valorizadas por todos, porque são essenciais ao bem-estar dos idosos.
Particularmente, deve ser combatido o estigma de que os Centros de Dia ou Lares de Idosos são “depósitos de velhos”. Pelo contrário, perante as dificuldades da família em garantir todo o apoio necessário aos seus membros mais idosos, estas entidades desempenham o seu papel de forma profissional.
Claro que nalguns casos o que lhes sobra em profissionalismo falta em afeto, diz-se. Talvez. Não estou certo. Conheço algumas instituições que até nessa área conseguem proporcionar apoio aos idosos.

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No nosso relacionamento com os idosos convém ter sempre presente que é para aí que inexoravelmente caminhamos. A nossa atuação hoje será sempre exemplar em termos
do que podemos esperar amanhã.




O elevado profissionalismo dos técnicos e a sua formação humana conseguem muitas vezes ser um sucedâneo para uma família mais ausente. Por outro lado, é aí que o papel da família, quando existe, pode ser mais ativo, proporcionando momentos de grande alegria e satisfação aos seus membros mais idosos.
No nosso relacionamento com os idosos convém ter sempre presente que é para aí que inexoravelmente caminhamos. A nossa atuação hoje será sempre exemplar em termos do que podemos esperar amanhã.
Caso pretenda saber mais sobre este assunto, contacte o CIAB: em Braga: na R. D. Afonso Henriques, n.º 1 (Ed. da Junta de Freguesia da Sé) 4700-030 BRAGA * telefone: 253 617 604 * fax: 253 617 605 * correio eletrónico: geral@ciab.pt ou em Viana do Castelo: Av. Rocha Páris, n.º 103 (Villa Rosa) 4900-394 VIANA DO CASTELO * telefone 258 809 335 * fax 258 809 389 * correio eletrónico: ciab.viana@cm-viana-castelo.pt , ou ainda diretamente numa das Câmaras Municipais da sua área de abrangência ou em www.ciab.pt.

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