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Escreve quem sabe

2011-05-24 às 06h00

Ana Ni Ribeiro

O pão e as massas, a carne, os doces, os fritos e os queijos estão, sem dúvida, no top dos alimentos preferidos pelos portugueses.
Os seus alimentos de eleição actuam no organismo de modo diferente, descubra as diferenças e conheça as opções mais saudáveis.

1. Adeptos de pão e massas
Os alimentos ricos em hidratos de carbono devem fazer parte da alimentação diária. Saiba porquê.
O pão, cereais e massa são alimentos ricos em hidratos de carbono, os nutrientes que fornecem energia ao corpo. Fazem parte da dieta mediterrânica, que está associada a uma maior longevidade e à prevenção de problemas coronários, hipertensão, alguns tipos de cancro e hipertensão.

A Organização Mundial de Saúde, defende que os hidratos de carbono devem fornecer entre 55 a 65% das calorias diárias. As opções mais saudáveis são as que fornecem um maior teor em fibras, como o pão escuro, o de mistura e a massa integral, pois provocam maior saciedade, são ricos em vitaminas e minerais e regulam o trânsito intestinal. Prefira as versões com menor teor de sal. As piores opções são as que estão associadas a grandes quantidades de gordura: pizzas com muito queijo, massas com molhos gordos, sandes com maionese, pão com queijo gordo, enchidos ou patês.

Deve acompanhar estes alimentos com legumes e hortaliças, fruta, peixe ou carne, em quantidades moderadas.
Se é viciado em pão e massas deve substituir o pão e a massa de trigo por pão integral de centeio e outros cereais integrais como aveia, cevada, arroz e milho. Irá sentir-se melhor.
Em caso de intolerância ao glúten, doença celíaca, uma proteína presente no trigo, centeio, cevada e aveia, a alimentação deve excluir os alimentos que o contenham, optando pelas alternativas sem glúten.

2. Fãs de carne
A carne é a principal fonte de ferro, importante para a manutenção das células sanguíneas. A proteína presente neste alimento apresenta uma maior disponibilidade que as de origem vegetal, e é de alto valor biológico.
O que faz ao nosso corpo? O excesso de proteína animal promove uma sobrecarga no organismo que pode levar a doenças renais e hepáticas. A carne de vaca, porco e os enchidos são especialmente ricos em gordura que pode aumentar o mau colesterol (LDL), responsável pelo aparecimento de hipertensão, arteriosclerose e doenças cardiovasculares.

De acordo com a roda dos alimentos, devemos consumir diariamente entre 1,5 a 4,5 porções de carne, peixe ou ovos (cerca de 110g por porção).
O consumo deve ser reduzido para quem sofre de Diabetes, insuficiência renal crónica, encefalopatias, hepatites e patologias renais. Os idosos, por terem as suas funções renais e hepáticas comprometidas, devido à medicação e doenças associadas à idade, devem ter especial cuidado.

A carne deve ser acompanhada por alimentos que optimizam a absorção de ferro, como a laranja e o kiwi, por serem ricos em vitamina C. Devem-se evitar os alimentos ricos em cálcio, como o iogurte, queijo e o leite, por terem o efeito contrário.
Saiba escolher: opte por carnes brancas, como a de frango, peru e coelho (sem pele), uma vez que apresentam teores de gordura inferiores e um perfil de gordura mais saudável, insaturada, que leva ao aumento do bom colesterol (HDL).

Aconselho a que evitem pratos pesados de carne à noite pois os ácidos digestivos não são tão fortes nesta altura e a digestão pode ser difícil e interferir com o sono.

Na próxima crónica ajudarei a encontrar as melhores opções para quem come regularmente doces, fritos e queijos.

Se necessitar de algum esclarecimento, poderá contactar-me através do contacto anapimentaribeiro@gmail.com

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