Correio do Minho

Braga, terça-feira

Sob o signo do Oriente: Atividades na biblioteca e museu do Agrupamento de Escolas Carlos Amarante

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Voz às Escolas

2016-02-22 às 06h00

Hortense Lopes dos Santos

O livro de contos A China fina ao lado, de Maria Ondina Braga, escritora bracarense que viveu alguns anos em Macau, constituiu o leitmotiv para o plano de atividades da biblioteca do Agrupamento de Escolas Carlos Amarante (AECA). Com a candidatura Fascínio do Oriente, selecionada pela Fundação Oriente Museu e pela Rede de Bibliotecas Escolares, no âmbito do projeto Ler+ Escolas Leituras d’Oriente e d’Ocidente, têm vindo a ser desenvolvidas uma série de atividades colaborativas em torno da leitura e do cruzamento Oriente - Ocidente.

A primeira iniciativa foi a organização conjunta biblioteca/museu da exposição Chinoiseries, que se encontra patente ao público na Sala Carlos Amarante da ESCA, até ao dia 12 de março. Esta mostra, constituída por peças pertencentes a professores do agrupamento, visa celebrar os cerca de quinhentos anos (o mercador português Jorge Álvares chegou à baía de Toumun em 1513) de relacionamento e contactos entre Portugal e a China.

Estão expostos marfins, lacas, porcelanas e cloisonnés exemplificativos da presença histórica dos portugueses no mundo. Serviços de chá e pratos foram adquiridos em África, por pessoas que viveram em Angola e em Moçambique ou que aí estiveram em comissões de serviço durante a guerra colonial; objetos em bambu, caixas em madeira e em tartaruga, rosários e cruxifixos atestam a presença portuguesa em Macau; e alguns artefactos como leques, estátuas, pauzinhos…, são demonstrativos de recordações de viagens de lazer e férias na China.

No dia do Agrupamento, 22 de janeiro, com a colaboração do Instituto Confúcio da Universidade do Minho, e com o objetivo de iniciar a comunidade escolar na cultura chinesa, foram organizados workshops representativos da cultura oriental. As atividades contaram com a participação do Director local do Instituto Confúcio, Professor António Lázaro, da Diretora Chinesa, Professora Zhang Yan, dos professores do Instituto assim como da docente e alunos da disciplina de mandarim do AECA.

A demonstração da cerimónia tradicional chinesa de servir o chá suscitou grande curiosidade junto dos docentes apenas superada pelo atelier de caligrafia. Os alunos do ensino básico preferiram experimentar fazer origamis e recortes de papel e os do ensino secundário optaram, preferencialmente, por aprender a jogar xadrez chinês ou frequentar a sessão de tai chi chuan.

E, dando seguimento às celebrações do Ano Novo Chinês, está programada para o dia 10 de março, pelas 21 horas, na biblioteca da Escola Secundária Carlos Amarante e com a colaboração do Instituto Confúcio da Universidade do Minho, uma festa, sob o signo do Oriente: recital de música e leitura de poemas chineses, visita guiada à exposição Chinoiseries, ritual do chá, degustação de acepipes orientais e distribuição de distribuição de envelopes vermelhos. Venha comemorar connosco, conhecer contornos do diálogo oriente-ocidente e fascinar-se pela cultura asiática.

Uma nota final sobre o nosso Agrupamento: na próxima sexta-feira, 26 de fevereiro, pelas 21horas, no auditório do Parque de Exposições de Braga, iremos proceder à entrega dos diplomas aos alunos do nosso Agrupamento. Convidamos a comunidade educativa para participar na cerimónia e homenagear os nossos alunos.

- Este texto teve a colaboração da professora bibliotecária, Ana Margarida Dias.

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