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Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono – Acorda mais cansado do que se deitou?

O tasco e a tasca

Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono – Acorda mais cansado do que se deitou?

Voz à Saúde

2021-04-27 às 06h00

Joana Afonso Joana Afonso

ASíndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) é uma doença que se caracteriza por breves e repetidas pausas da respiração durante o sono, causadas pelo colapso das vias respiratórias, levando à obstrução completa (apneia) ou incompleta (hipopneia) da passagem do ar. Como consequência, estas pausas respiratórias podem alterar o funcionamento hormonal do nosso corpo e diminuir os níveis de oxigénio no sangue levando ao aparecimento e/ou agravamento de muitas outras doenças como a Dibetes mellitus, a Hipertensão arterial, o Enfarte agudo do miocárdio, Arritmias cardíacas e até mesmo à morte súbita. Como efeito mais imediato destaque para a alteração do padrão do sono, uma vez que há uma incapacidade em atingir as fases mais profundas do sono, impedindo o descanso físico e mental
Estima-se que, no nosso país, cerca de 500 mil pessoas sofram de SAOS. Saiba que, o sinal mais frequentemente associado é o do ressonar. Além disso, esteja atento se:
1. Anda com mais sono que o habitual, mais cansado ou irritado? Sente que acorda ainda mais cansado do que se deitou?
2. Adormece, com facilidade, numa sala de espera, a ter uma conversa, a ler um livro ou a ver televisão, ou mesmo a conduzir?
3. Tem tido dores de cabeça, maioritariamente, no período da manhã?
4. Tem tido um sono com muitos pesadelos ou tem acordado muitas vezes durante a noite?
5. Se homem, sofre de disfunção erétil ou impotência sexual?
6. Tem as tensões altas e não as tem conseguido controlar?
7. Alguém já lhe disse que parou de respirar durante o sono?
8. Notou agravamento de falta de atenção, diminuição da capacidade de memória ou concentração?
Em caso de respostas positivas a estas perguntas, deve procurar o seu Médico Assistente para que seja avaliada a possibilidade de sofrer de SAOS. Para estabelecer o diagnóstico, entre outros exames, o seu médico poderá solicitar exames complementares como, por exemplo, exames endoscópicos ou o estudo polissonográfico do sono.
O tratamento deverá sempre priorizar a correção dos fatores de risco da doença, como exemplo: tratamento da obesidade com necessidade de perda de peso; restringir o consumo de bebidas alcoólicas no período da noite, assim como de café ou refeições pesadas; cessar o consumo de tabaco; realizar o tratamento concomitante em caso de Doença do refluxo esofágico; avaliar o consumo de determinados medicamentos; evitar dormir de barriga para cima, preferindo as posições de lado. Frequentemente, é necessária a associação do tratamento médico recorrendo ao uso de um aparelho que, durante o período noturno, aumente a pressão nas vias respiratórias e impeça a ocorrência das obstruções. Por norma, é eficaz em quase todos os doentes mas, trata-se de um tratamento, em vários casos, incomodativo e permanente. Poderá ainda estar indicada a realização de uma intervenção cirúrgica em caso de alterações a nível do nariz, da faringe, palato, língua ou mesmo craniofaciais.
Lembre-se, cuide de Si! Cuide da Sua Saúde!

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