Correio do Minho

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Ideias Políticas

2018-01-09 às 06h00

Pedro Sousa

Dentro de dias, a 20 de Janeiro, a Concelhia de Braga do Partido Socialista vai, novamente, a eleições.

Estas eleições são sobre o futuro e são absolutamente estruturantes para os amanhãs vindouros do PS-Braga. São sobre o rumo que queremos afirmar, a partir de agora.

Neste quadro, as minhas palavras são dirigidas aos candidatos que já se assumiram e a todos os outros que, até ao prazo limite, o possam ainda vir a fazer.
?Ao Artur Feio e ao Jorge Faria, uma genuína saudação e elogio, pela coragem e pelo elevado sentido militante e de serviço ao Partido Socialista numa hora difícil.
?A verdade é que o PS-Braga não vive tempos fáceis. Não vale a pena escamoteá-lo, nem procurar cobrir o sol com uma peneira.

Após trinta e sete anos de sucessivas vitórias eleitorais autárquicas, dez consecutivas para ser absolutamente rigoroso, o PS-Braga perdeu, em 2013, a Câmara Municipal.
 
Desde então o caminho tem sido árduo. Pouco, ou mesmo nada, habituados a ser oposição, os quatros anos que passaram revelaram um PS-Braga em processo de aprendizagem e de aculturação à nova realidade, procurando acomodar o necessário reposicionamento à nova geometria política do Concelho.
 
O desgaste (ainda muito presente) acumulado ao longo de 37 anos de governação e de milhares de tomadas de decisão, algumas delas polémicas e erráticas (algo nunca desejável, mas perfeitamente natural num período de tempo tão longo), a que se junta uma comunicação social profundamente adversa e o natural estado de graça do nouveau poder municipal, têm tornado difícil afirmar uma alternativa sólida, estruturada e capaz de apresentar e afirmar um projeto de cidade merecedor da confiança da maioria dos bracarenses.
 
Impõe-se, aqui, um parêntesis para dizer que temos muito orgulho no património do PS no concelho de Braga, um património assente em décadas de progresso e de desenvolvimento que nos colocaram como um dos melhores concelhos do país para viver, para estudar, para trabalhar e para investir. Um concelho que, durante os anos de governação socialista, liderou no plano nacional e internacional vários índices de desenvolvimento humano, social e económico, a tal ponto que se tornou célebre o slogan É bom viver em Braga.

Sem desprimor para o Jorge Faria, que já saudei, a minha escolha é clara. O Artur Feio é a pessoa melhor preparada e melhor colocada para liderar os destinos do PS-Braga, é Vereador e é, não tenho dúvidas, capaz de, após um ano e meio em que apenas lhe/nos foi possível, preparar, em circunstâncias muito complexas e pela primeira vez na oposição, com todas as dificuldades acrescidas que isso implica, todo um processo eleitoral, com listas e projetos políticos a todos os órgãos autárquicos do município, dar um novo impulso ao PS-Braga, projetar uma dinâmica diferente, mais estruturada e mais pujante, afirmando uma concelhia forte e coesa ao serviço, apenas, de Braga e dos Bracarenses

Ultrapassado esse processo, analisadas e amadurecidas, em sede própria, todas as causas e todas as razões que não permitiram ao PS melhores resultados eleitorais, a obrigação do PS passa, hoje, por construir uma alternativa madura, consolidada, capaz e reconhecida pela comunidade, uma alternativa forjada nos nossos valores, nos nossos princípios, uma alternativa que coloque as pessoas no centro do projeto político para a cidade e para o concelho. Um projeto com uma ideia clara e coesa para território e com uma inspiração humanista em todas as demais áreas da intervenção municipal.

Um PS que se afirme através de uma permanente cultura de debate, um PS que promova iniciativas políticas descentralizadas pelas várias Freguesias da Concelho, onde se estimulem momentos de reflexão, de convívio, mas também reuniões com associações de moradores, clubes e colectividades relevantes para as comunidades locais.
 ?Um PS capaz de criar um Plataforma Permanente de encontro e discussão entre o PS-Braga e os agentes sociais e económicos da cidade, nomeadamente associações de comerciantes, empresariais, sócio-profissionais, sindicais, sociais, associativas, culturais, religiosas, universitárias, em suma, com os sectores mais dinâmicos e relevantes da sociedade civil bracarense. Um espaço, não só para discutir e avaliar o nosso mandato autárquico, mas também para ouvir e receber contributos para melhorar o nosso trabalho.

É fundamental o PS estar mobilizado e preparado, capaz de se apresentar como verdadeira alternativa. O nosso trabalho é mobilizar o PS pelo debate, pela discussão e pela proximidade.
?Queremos um partido forte, com sentido crítico, confiante, transparente e aberto à sociedade. Queremos um PS-Braga virado para o futuro. Concentrado no rumo que queremos seguir a partir de agora: com abertura e participac?a?o de todos, sem diviso?es artificiais e é isso que, todos, todos sem excepção, devemos procurar construir a partir de 20 de Janeiro.

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