Correio do Minho

Braga, quinta-feira

Será este o rumo?

Uma carruagem de aprendizagens

Ideias

2012-01-25 às 06h00

Pedro Machado

Todos nós temos vontade de mudar, de fazer melhor, de nos unirmos para levar o país para a frente, mas será este o caminho, esta forma como se está pedir esse esforço aparenta ser desigual.

Continuo a afirmar que me parece haver outros caminhos, alternativos à venda de empresas estratégicas em setores como a Saúde, Educação, Justiça, Águas e Resíduos. Na minha opinião, a solução são as concessões, mas com uma gestão rigorosa. Se o Estado não quer ou pode gerir estas empresas, deve, então, concessionar. Mas esta concessão tem de ser regulada, o Estado não deve deixar de assumir um papel de regulador, mas que regule mesmo.

Também as medidas tomadas na reunião de concertação social da semana passada, ainda que me pareçam importantes e corretas, não parecem ser as necessárias nesta hora.
Todos sabemos que não é aí que reside o verdadeiro problema, o grande défice de Portugal não é provocado por estas situações, mas antes pelos erros estratégicos de gestão: ser o país com maior número de quilómetros de auto-estradas por dimensão do território, pensar em fazer mais aeroportos para 10 milhões de habitantes, linhas de alta velocidade e, continuar a centrar nos dependentes o problema da produtividade e do défice.

Anunciou o Governo retirar o subsídio de férias e natal aos funcionários públicos e, em contraponto, os privados trabalhariam mais meia hora.

Ora, nesta reunião de concertação social, caiu a meia hora, mas foram retirados dias de férias que atingem não só os privados como também os funcionários públicos que, assim, são ainda mais penalizados! Se a isto juntarmos as alterações em termos de feriados e pontes, a redução do pagamento das horas extraordinárias… As alterações ao código de trabalho são para todos, os subsídios só para alguns…

Não me parece que a direção para onde estamos a ser levados seja o rumo certo, o Estado Social tende a acabar e não me parece ser esta a receita para a cura! Espero enganar-me…
Todos nós depositamos esperança há cerca de um ano, com a ilusão de sairmos desta situação, mas espero para ver, em relação às empresas estratégicas do país…

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