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Ser simpático/a

Para reflexão...

Ser simpático/a

Escreve quem sabe

2022-06-19 às 06h00

Joana Silva Joana Silva

Há pessoas naturalmente mais simpáticas do que outras. Não é cliché, mas a simpatia gera simpatia e a antipatia gera antipatia. As experiências menos positivas da vida podem influenciar a atitude e a forma como se relaciona com outras pessoas.
Pessoas “fustigadas” por acontecimentos maus, tendem a descrer na simpatia. Na verdade, a simpatia é algo que aproxima pessoas. Uma espécie de desbloqueio de quem emite para quem recebe e está de mau humor. É aquele lugar onde se vai e a boa energia contagia, aquele/a que não está nos seus melhor dias. Esta, pode ser definida nas mais variadas caraterísticas boas: a energia, o bom humor, a disponibilidade e atenção. A simpatia é diferente de empatia.
A empatia é transversal à compaixão pelo outro, na dor e no sofrimento.
A simpatia é a ser gentil, o ser agradável e ter respeito.
A luz poderosa que um simples sorriso emana, destaca em qualquer lugar. Todavia, a simpatia pode ser percebida negativamente. “Pelo excesso, se peca”, tal como diz a sabedoria popular. Aquele/a que muito se disponibiliza, que se excede em elogios ou na necessidade de agradar, é percebido/a como ter segundas intenções ou a necessidade de obter proveito. Normalmente é percecionado/a assim, pelo registo de pensamento de “quem avalia”.
Em jeito de explicação, a pessoa que tende a ter um registo de pensamento direcionado a perceber todas ou a maioria das situações negativas, não será exceção que analisará ou interpretará o ser simpático/a, como algo mau e desnecessário.
De forma, a não se julgar precipitadamente, é entender com que frequência o “faz para agradar”.
Nem sempre aquele/a que tece ou faz alguma referência muito positiva de forma pontual, seja porque gostou ou se interessou em algo, pretende tirar proveito. Isto porque hoje, está-se a “perder” a capacidade de ser-se simpático/a pela “má visibilidade” do que se possa pensar ou dizer. Como se o “lado sério” da vida, tivesse mais credibilidade perante as pessoas do que o se ser simpático/a. Ser simpático tem muitas vantagens. A primeira é que a simpatia é carismática por natureza. Não tem filtros, atrai e desenvolve a comunicação entre pessoas.
Repare, se vai para um determinado lugar, onde não conhece ninguém, e se determinada pessoa se destaca por ser recetivo/a ao dialogo, isso vai desenvolver a aproximação.
Não obstante, a simpatia “desarma” todos os conflitos. Quando alguém é deselegante na comunicação ou na atitude, o que irá fazer a diferença, não é “ter a mesma atitude”.
É sim, a essência de “ser diferente” daquele/a que em termos emocionais está pouco evoluído/a.
Segundo beneficio de ser simpático/a é a intra relação entre saúde emocional, saúde mental e saúde física. Maus locais onde se “sente que não se é bem-vindo/a” potencia o desenvolvimento de emoções más.
Logo se repercutirá na saúde mental, pelo estado por exemplo de tristeza ou de stress intenso em não querer voltar ou regressar ao lugar e poderá também culminar em problemas físicos em que se procuram causas para determinada condição física, mas não são encontradas ou explicadas por exames clínicos. Isto para dizer que a emoção adoece a mente e esta pode adoecer o físico.
Ser simpático/a desenvolve o próprio bem-estar pessoal, pois ao “estar bem”, está-se mais positivo e mais resiliente.
A simpatia é a “imagem de marca”, o registo pessoal, que nunca deixa mal.
Até pode não se ter absolutamente nada, mas se se tiver uma simpatia genuína, faz chegar a grandes lugares.

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