Correio do Minho

Braga,

Ser Educador Católico no CNE

Mercado de trabalho em Portugal: pontos fortes e pontos fracos

Escreve quem sabe

2015-03-20 às 06h00

Carlos Alberto Pereira

Esta quinzena gostaria de partilhar com o leitor a principal Missão do adulto no Escutismo: ser educador católico. A reflexão sobre esta temática é rica, profunda e complexa, e nos textos do Concílio Vaticano II - Educação Cristã - encontramos um que carateriza, de forma notável, a nossa missão de educador: “É bela, portanto, e de grande responsabilidade a Vocação de todos aqueles que, ajudando os pais no cumprimento do seu dever e fazendo as vezes da comunidade humana, têm o dever de educar; esta vocação exige especiais qualidades de inteligência e de coração, uma preparação esmeradíssima e uma vontade sempre pronta à renovação e adaptação”.

Refletir sobre este pensamento após ter vivido o dia de S. José, ele que foi um educador de excelência revemos nele as qualidades que qualquer dirigente do Corpo Nacional de Escutas procura aprofundar.

Desde logo a simplicidade de processos, é certo que no Escutismo o princípio da autoeducação apoiado no método escutista, ao colocar o entro educativo na criança e no jovem obriga o adulto a deixar que os motores da educação: crianças e jovens, definam os seus percursos e os seus ritmos, sendo que a sua principal função será a de enriquecimento de projeto, por isso a humildade alia-se à simplicidade de processos.

Não podemos esquecer que os jovens planeiam, escolhem, realizam e avaliam as suas atividades. Aqui ao adulto cabe fazer com que crianças e jovens assumam, nas suas atividades, os valores propostos pelo movimento, pela sociedade justa e democrática e os vivam no Amor Cristão, iluminados pela fé que professam.

Esta ação do adulto no escutismo não é marcada pelo valor da palavra, melhor da oratória, mas sim pelo da vivência que fundamenta a ação e que serve de exemplo, âncora e inspiração às crianças que identificam os valores propostos não só nos enunciados dos textos, mas sobretudo na vida do dirigente que o ajuda a transformar-se num cidadão responsável e solidariamente ativo à Luz do Evangelho.

Para que, desta forma os jovens possam, à sua maneira, seguir o conselho de Baden-Powell escrito na sua Ultima mensagem: quando diz que: «Creio que Deus nos colocou neste mundo encantador para sermos felizes e apreciarmos a vida. A felicidade não vem da riqueza, nem simplesmente do êxito de uma carreira, nem dos prazeres (...). Mas o melhor meio para alcançar a felicidade é contribuir para a felicidade dos outros. Procurai deixar o mundo um pouco melhor de que o encontrastes.»

Esta finalidade da nossa existência, marcada pelo contributo de cada um de nós para a felicidade dos outros e pelo empenho individual na construção de um mundo melhor faz emergir a educação para a cidadania como um projeto de educação integral, capaz de promover o desenvolvimento equilibrado e harmónico da pessoa na totalidade das suas dimensões: enquanto sujeito de relação consigo próprio; com o meio; com os outros e com o próprio Deus.

Proporcionar aos jovens estes caminhos de Felicidade, enquadrando-os no Projeto de vida do Homem Novo, permitem seguir o Seu chamamento: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida». Que cada um de nós, nesta missão de educador, seja capaz de dar testemunho de ser um Caminhante incansável na busca da Verdade e na Vivência do Amor a Deus e ao Próximo.

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