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São todos uns «pulhas», pá !

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São todos uns «pulhas»,  pá !

Ideias

2019-11-30 às 06h00

Borges de Pinho Borges de Pinho

Disse-o e escreveu Sócrates numa revista do Brasil, aliás numa saudação-comentário à saída da prisão do amigo Lula da Silva onde estaria preso, imagine-se (!), pela prática de corrupção e outros crimes enquanto presidente do Brasil. Tudo isto, diga-se, devido ao processo “Lavajacto”, onde teria tido acção dominante o juiz Moro, hoje ministro da Justiça de Balsonaro. Enfim! ... Um «pulha» de referência, tal como será, classificou e escreveu Sócrates, o eurodeputado Rangel que desfavoravelmente comentara o ocorrido no Brasil, dando ênfase à corrupção de Lula e à sua saída da prisão, um facto que apenas teria tido impacto no Bloco e PCP, já que o PS, «grávido do poder», nada dissera. Afinal só pulhices, acusações e desconsiderações a Lula, o seu grande amigo que até estivera presente na apresentação do seu livro que outrem, um tal Farinho, agora também um «pulha», havia escrito a seu pedido e a quem até pagara. Mais um «pulha» que não soube manter-se calado, dizer nada saber, ignorar as perguntas e interrogatório do MP e manter-se a seu lado. Como aliás vem ocorrendo com muitos outros ditos seus «amigos» e comparsas, também uns grandes «pulhas», que «não seguraram as urinas», badalaram, revelaram factos, contaram «coisas», naturalmente «falsas» pois até ele, Sócrates, as desconhecia e ignorava, ou que então «se descoseram» ao telefone, em contactos e mensagens, «falando» e «esquecendo» amizades, acordos, compromissos e segredos, mas sobretudo «ignorando» as escutas» a que vinham estando sujeitos. E que o MP, que não é parvo, agarrou, compilou, leu e interpretou!... Todos uns «pulhas», em quem não se pode confiar de modo nenhum, chamem-se Carlos, Trindades, Pernas, Câncios, Inês, Pinhos, Granadeiros, Salgados, Barrocas, outras figuras do grupo Lena e do BES, Helder Bataglia, Varas, Campos, Ruis Mão de Ferro, ex-ministros das Finanças, ex-administradores da CGD e do BPA, Diogos Gaspar Ferreira, Pinhos, etc., etc., todos a «meter os pés pelas mãos» com «estórias» de dinheiros, de «jeitos» e «favores», compras e recompras de casas em Paris e outros locais, de um «monte» no Alentejo para a ex-Fava, de «quadros» de pintores célebres e sobretudo transacionando ou dando cobertura e «capa» a muitos milhões em contas na Suíça e em offshores. Aliás todos uns «pulhas», imaginem, ao não se calar e a admitir, atribuir, falar ou sugerir de certo modo «maldades», «ilegalidades» e «crimes» do próprio Sócrates enquanto primeiro ministro, que até «metem ao barulho» seu primo José Pinto de Sousa, ele que é um «porreiro», pá, que agora «quer» falar e que lhe vem dando «abrigo» numa sua casa da Caparica, onde vem vivendo com a antiga secretária, apoiante e amiga.
Uma cabala de todo o tamanho, arquitectada e gerada pela direita com a colaboração do Procurador Rosário, dum Chefe de Finanças de Braga e a aquiescência do JIC de então, Carlos Alexandre, ofendendo, atingindo e maculando a sua vida privada, a sua dignidade e a sua verdade, manipulando-se factos, «calcando-se» direitos, «maculando-se» amizades, «interpretando-se» documentos e passagens de dinheiros, falando-se em «testas de ferro», elaborando-se a final, e nos termos do processo «A operação Marquês», uma acusação mirabolante, fantasiosa, nauseabunda, que não passa de uma mistificação e de um conjunto de mentiras. Aliás, como já teve a oportunidade de dizer ao Ivo Rosa, um JIC ilhéu, um tipo porreiro, pá, de sobretudo azul marinho, cachecol vermelho e óculos escuros que lhe «saíra» a terreiro como o JIC por si desejado num «sorteio» a que até presidira, sendo pura verdade que está mesmo inocente de tudo, não sabe de nada, desconhece os milhões que apontam como seus. O amigo Carlos é que é um «amigalhaço» dos antigos, que lhe vem emprestando e dando dinheiro, apenas importando referir que sua mãe tinha um cofre, herdara milhões de contos de seu avô, lhe dera dinheiro e lhe pagara férias, que contraíra um empréstimo na CGD para viver e estudar em Paris, que trabalhara para o Lalanda de Castro, o do negócio do «sangue», e ainda vinha recebendo um subsídio do Estado, etc.. Os que o acusam ou não «sabem segurar as urinas» são todos uns «pulhas», esquecendo de todo o «valor» das amizades, os negócios, os jeitos, as férias passadas juntos, os almoços, os contactos, as ligações ao partido e à política, tudo coisas correctas, legais, alheias e imunes a qualquer tipo de corrupção, sendo que ele, Sócrates, não tem nem teve nada que ver com os negócios das casas na Venezuela do grupo Lena, da posição de tal grupo no projecto da TGV, na promoção e desenvolvimento do empreendimento do Vale do Lobo, no Algarve, das «viagens» do amigo Vara pela banca, nem com as «brincadeiras» e os «interesses» do BES, do Salgado e comparsas, do PT do Granadeiro e do Zeinal Bava, e os movimentos de milhões e a figura e acção de seu primo e de outros, que dizem ter sido seus «testas de ferro» e «barrigas de aluguer» dos muitos milhões que o MP apurou terem efectivamente circulado. E os cofres aparecem «agora», úteis e oportunos, como os da mãe de Sócrates e do próprio «amigalhaço», que não guardava papéis mas «tinha de cabeça» todos os dinheiros com que «embalava» e «adormecia» o mesmo Sócrates. Só não sabe quanto!? ...
Quanto à Inês e a Câncio, com quem passou bons períodos de férias em Veneza, Menorca e outros locais, sempre «gostou» de «mimar» os amigos e as amigas, mas nem sempre tais pessoas foram gratas, facilmente se esquecendo das atenções recebidas e dos projectos vividos em comum. São umas «pulhas», porque os amigos, quando amigos e fiéis, sabem-no ser e têm o recato necessário, procurando apoiar e manter-se alheios ao processo em que está envolvido, como os Camões, ex-JN, os Figueiredos, da TVI, os Galamba, os Capoulas, os Renatos Sampaios e mais alguns, já que os outros estão «grávidos» do poder, como Costa e seus mais «chegados», e só pensam neles próprios e seus interesses. Uns «pulhas» que até pululam na justiça, e mesmo na magistratura, a que escapam uns cada vez mais raros e esotéricos vaidosos e cultores da imagem que vivem em ânsias de projecção social e tablóide pela diferença, e que em «arrotos» de sabedoria e «inteligência» se deixam «mergulhar» nuns escaninhos discutíveis de uma legalidade formalis- ta e em interpretações e posições muito questionáveis, originais e alheias ao bom senso, e sempre em «fuga» às realidades. O que aliás até se conseguiu atingir graças a um «computador» com «arrepios» no «estertor» duma distribuição já esperada e desejada pela «matulagem» dos «actores» e «palhaços» habitu-ais às portas da Justiça. Mas ao fim e ao cabo, reconheça-se, são todos uns «pulhas», pá!...

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