Correio do Minho

Braga, segunda-feira

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ROTEIRO PARA A EMPREGABILIDADE, POR UMA MISSÃO DE CIDADANIA…

O espantalho

Ideias

2015-02-08 às 06h00

Manuel Barros Manuel Barros

As Federações das Associações Juvenis da Região Norte e as associações das Associações de Estudantes do Ensino Superior do Distrito de Braga estiveram reunidas nos serviços do IPDJ - Instituto Português do Desporto e Juventude, no passado dia 31 dia janeiro. Uma reunião de trabalho que contou com a participação do Presidente da FNAJ - Federação Nacional das Associações Juvenis, e que se consubstanciou na apresentação do Plano de Atividades para o ano 2015 e do Roteiro Associativo para a Empregabilidade.
Uma iniciativa de diálogo estruturado com o Associativismo Jovem, promovida pela Direção Regional do IPDJ, com enfoque na afirmação da “nova cultura” resultante da interceção das áreas da juventude e do desporto, numa visão definida pelos seus princípios fundacionais, e num alargado processo participativo dos seus parceiros e dos destinatários da sua missão.
Processo centrado na condição social juvenil na atualidade, que emerge da diversidade de fatores e das condições sociais mais relevantes, que se identificam nas mudanças da sociedade resultantes das transformações no mundo do trabalho, e nas suas repercussões efetivas que diz respeito à empregabilidade e ao emprego. Mudanças que implicam o desenvolvimento de uma postura renovada em torno das políticas públicas afirmadas ao longo das últimas décadas, na criação de novos programas e na refundação do quadro estratégico, que preconizam a aposta no diálogo estruturado com os jovens, na valorização a educação não-formal, na emancipação plena dos jovens e a na sua participação ativa, a título individual e através das organizações juvenis na promoção da empregabilidade.
A empregabilidade entendida nesta perspetiva, como um conceito de utilização recente, que entrou na narrativa como consequência da adoção dos procedimentos de reforma e reorganização do espaço europeu, que designa a qualidade ou possibilidade de se ter um emprego, considerado aqui no seu sentido lato, desde o emprego por conta de outrem ao autoemprego.
Um conceito que tem acentuado a sua contextualização, na resposta às mudanças dos processos de produção e de trabalho, com a aplicação de novas tecnologias e o aparecimento das novas formas de gestão, que têm gerado significativas alterações na vida social. Fazendo com que a inserção no mercado de trabalho assuma uma dimensão diferente, na qualidade do processo laboral, na economia e no universo das relações sociais, que se revelam nos níveis, relativamente, altos de desemprego estrutural, e rápida destruição e reconstrução de competências profissionais e sociais. Numa dinâmica que se caracteriza por um intenso movimento de reestruturação, dando origem a novas exigências laborais, baseadas numa responsabilidade repartida em que o cidadão, jovem ou menos jovem, assume um papel fundamental no processo de promoção da sua própria empregabilidade.
Momento crítico de mudanças, em que os processos de educação estão cada vez mais focados no desenvolvimento de novas competências requeridas, representando uma convergência com o emprego, num processo de adaptação da escola à sociedade. Uma objetivo que justifica ainda, o esforço na consolidação de uma nova cidadania empreendedora, enquanto dimensão estruturante do futuro das novas gerações, sustentadas na inovação dos processos e na aposta na competitividade dos territórios.
Uma missão de cidadania sustentada na iniciativa empresarial e associativa, na capacidade de gerar riqueza, potenciando setores tradicionais com valor acrescentado, paralelamente, com os setores inovadores de incorporação tecnológica, promovendo a criação de ecossistemas locais de inovação e empreendedorismo, de oportunidades de emprego e de incentivo da empregabilidade.
Neste contexto, o Roteiro Associativo para a Empregabilidade consubstanciará uma dinâmica em rede, que envolve na Região Norte um universo potencial de cerca de 500 associações, que integram o associativismo juvenil de base local, as associações de estudantes do ensino superior (Universitário e Politécnico), que se poderá estender ao associativismo estudantil do ensino profissional. Um contributo que poderá representar uma nova abordagem, numa relação de proximidade e confiança, focada na responsabilização dos jovens nos mais diversos sistemas de Educação/formação, potenciando a sua atitude empreendedora em prol da promoção da empregabilidade das novas gerações.
Dotado de uma estrutura simples, firmada a partir de uma parceria com o associativismo jovem assente no princípio da “proximidade inteligente”, construída gradualmente e de acordo com a adesão das associações, prevê uma intervenção das federações distritais das associações juvenis e das Federações e Associações Académicas. Tendo como ponto de partida uma recolha de informação sobre programas nacionais e europeus: estágios empregam; Investe Jovem; Empreende JA | RPGN; passaporte para o empreendedorismo; Erasmus | mobilidade estudantil; Erasmus+ mobilidade Juvenil; Desporto para Todos.
Seguidamente será feito um levantamento | Programação de todas as iniciativas no âmbito do empreendedorismo e da empregabilidade, e a identificação das ações concretas, medidas ou programas que visem a ligação com o mercado de trabalho, Articulando todas as inciativas com a medida europeia “Garantia Jovem”, numa estreita ligação com esta iniciativa agora lançada, e que vai ter a sua implantação definitiva ao longo deste ano. O associativismo Jovem poderá ter um papel importante pela contribuição com que pode potenciar oportunidades de acesso ao mercado de trabalho nos meios urbanos, e à fixação de jovens em territórios de baixa densidade.
Este roteiro será mais um contributo dos jovens e das suas organizações para responder a um mercado de trabalho que está em constante mudança, na expectativa que durante a próxima década, sejam criadas oportunidades e o surgimento de novas profissões, afirmando o Associativismo Jovem como um ecossistema de empreendedorismo, promotor de empregabilidade.

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