Correio do Minho

Braga, sábado

Ricardo Rio e a Euforia

Investir em obrigações: o que devo saber?

Ideias Políticas

2014-04-22 às 06h00

Pedro Sousa

Ricardo Rio disse, recentemente, numa reunião de Câmara que os Bracarenses andam eufóricos com a sua gestão municipal.
A este respeito, apenas, uma coisa, um adágio popular que me parece encaixar em pleno na alocução do Sr. Presidente da Câmara: “Presunção e água benta cada um toma a que quer”.
A verdade é que se cumpriram, recentemente, seis meses desde que o actual executivo foi eleito. Momento e ocasião celebrada com pompa e circunstância, ao bom estilo de quem, desde que foi eleito, usa a comunicação de forma a transmitir uma ideia bem diferente daquela que é a realidade.

Aliás, convém lembrar, que logo após ser eleito Ricardo Rio falava de CEM DIAS, CEM MEDIDAS mas em relação a isso nunca chegou a prestar contas.
Assim de passagem, em seis meses, tempo sempre insuficiente para fazer um balanço e exercício para o qual apenas me deixo arrastar a título de resposta às palavras de Ricardo Rio, lembro-me, apenas, de duas ou três medidas estruturantes tomadas pelo actual executivo.
Foram elas a anulação da expropriação das Convertidas e a anulação do último alargamento do número de ruas sujeitas a estacionamento pago (parcómetros), dossier que se encontra em sede judicial.

Lembro-me, ainda, de uma mudança que começa a desenhar-se no antigo Parque de Exposições de Braga, agora re-baptizado de InvestBraga, apresentada no Theatro Circo, mais uma vez embrulhada num grande número de comunicação, redefinindo a sua acção numa lógica mais alargada e abrangente, com os olhos postos na atração de investimento, projecto que constava, também, do programa eleitoral do Partido Socialista.
O resto tem, infelizmente, deixado muito a desejar. Principalmente quando Ricardo Rio se anunciou, quase, como um profeta dos tempos modernos, com soluções milagrosas para todos os problemas.

O confronto com a realidade, revelou-se um embate duro e fê-lo perceber que por muitos números de comunicação que faça os problemas não aparecem resolvidos.
A obra da piscina olímpica, dossier de difícil de resolução, onde o meu PS tem responsabilidades, deixou de ser uma mamarracho, um elefante branco, para passar a ser um equipamento que faz falta a Braga e que, pasmem-se, deve ser “Um equipamento disponível para as pessoas...”. Mas afinal alguém me pode explicar o que isto querer dizer? A piscina alguma vez poderia não ser para as pessoas? Enfim.

Interessante é, também, perceber que o actual executivo municipal se preparava para fazer as transferências devidas às Juntas de Freguesias, em função do princípio da delegação legal de competências que, pela via de um acordo de execução, são por estas cumpridas, sem olhar às novas atribuições que estas assumiram por força da Lei 75/2013, de Setembro último, situação que prejudicaria gravemente o seu trabalho.

Felizmente, o Partido Socialista, atento, reuniu com os seus autarcas, fez um comunicado para a imprensa e obrigou Ricardo Rio e seus pares a fazerem uma inversão de cento e oitenta graus na sua estratégia de prejudicar as Juntas de Freguesia, de as secar, de as colocar num papel de verdadeira míngua financeira que não lhes permitiria, de todo, ter os meios suficientes para corresponderem às responsabilidades que lhes cabem.

Muito grave, também, a alteração do número de escalões ao nível das tarifas da água, na AGERE/EM, que fez com que, nos escalões mais baixos, onde se situam os consumidores de menores recursos, os que menos consomem, assistimos a subidas na ordem dos SESSENTA por cento, se comparados com o mês homólogo do ano anterior. Inaceitável, verdadeiramente inaceitável.

E o que dizer de do número dois de Ricardo Rio, o Sr. Altino Bessa que em Campanha disse que Adaúfe era uma Freguesia do Concelho de Guimarães e agora, findos que estão os seus meses de suspensão do seu mandato na AR, se prepara para regressar ao Parlamento deixando claro que nunca aqui esteve a tempo inteiro, de forma comprometida e imbuído, como devia, por um espírito de serviço público, ao serviço de Braga e dos Bracarenses.

Quem ficará responsáveis pelos seus pelouros? Vai receber os munícipes ao Sábado e Domingo quando regressar da semana passada em Lisboa?
Tristes motivos para tanta euforia.

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