Correio do Minho

Braga, segunda-feira

- +

Requiem por uma aliança

A Biblioteca Escolar – Um contributo fundamental para ler o mundo

Ideias

2015-12-11 às 06h00

J.A. Oliveira Rocha J.A. Oliveira Rocha

Passados poucos dias após as eleições, alguém me dizia que ainda se veria a direita a dançar na corda, ao ritmo de Costa. E assim aconteceu. Confiada no Presidente da República, a direita nunca pensou ser apeada do poder, até porque pensava que “não havia alternativa” às suas políticas. Para a coligação de direita e para os “jornalistas económicos” esta vulgata económica transformou-se em verdade absoluta. E o Partido Socialista teria o dever patriótico de se submeter a esta evidência. Como, de resto, tem acontecido noutros países europeus em que os partidos socialistas vão perdendo a sua identidade e a sua matriz, identificando-se com a direita.

Foi, de fato um abalo para a direita que se julgava ungida por Deus para governar “ad aeternum”. Na verdade a direita perdeu muito; perdeu a possibilidade de conformar a sociedade portuguesa a uma determinada ideologia; perdeu a capacidade de ocupar o aparelho de Estado com a sua juventude e os seus amigos (tenho muita pena desta gente, mas pode sempre emigrar, como aconselhou aos outros); perdeu a possibilidade de impor a sua ideologia neoliberal.

E tendo conquistado o poder de forma ilegítima e sem respeito pelos eleitores, segundo a direita, o governo não merece respeito dos portugueses, devendo marcar-se eleições rapidamente. Esquecem-se que o governo embora nomeado pelo Presidente da República, depende dos resultados eleitorais. Mas continuam a insistir na tese do golpismo e da ilegitimidade.

Mas até quando vai durar este discurso? O comportamento dos países da direita começa a não ser coincidente. Enquanto o CDS tem adotado uma postura radical, truculenta e de bota-abaixo, o PSD tem um discurso dirigido ao centro. O CDS pretende ocupar o espaço da direita trauliteira, empurrando o PSD para o centro-direita

Anuncia-se, pois, uma rutura a não ser que o governo de esquerda falhe, ou o novo presidente marque eleições. Então o acesso ao poder será prioritário e toca a reunir o pessoal de direita. Mas até lá tudo pode acontecer, designadamente a defenestração dos seus líderes.

Deixa o teu comentário

Últimas Ideias

30 Novembro 2020

Um Natal diferente

29 Novembro 2020

O que devemos aos políticos

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.

Bem-vindo ao Correio do Minho
Permita anúncios no nosso website

Parece que está a utilizar um bloqueador de anúncios.
Utilizamos a publicidade para ajudar a financiar o nosso website.

Permitir anúncios na Antena Minho