Correio do Minho

Braga, segunda-feira

Regresso às aulas, velhos problemas

Macron - Micron

Ideias

2017-09-20 às 06h00

Pedro Machado

Com o arranque do novo ano letivo e o regresso das férias, regressamos à rotina, mas com os mesmos problemas:
resíduos colocados ilegalmente na rua ou fora dos ecopontos.
Um pouco por toda a área geográfica da Braval o cenário repete-se: resíduos indiferenciados, monstros, mas também resíduos de construção, entre outros.

Estes atos, que a todos nós envergonham e muito nos revoltam, continuam a ocorrer impunemente. Existem soluções para todo o tipo de resíduos, ainda assim, há quem não queira saber, nem tenta informar-se de como proceder, transferindo assim a responsabilidade para os serviços de recolha de resíduos e limpeza urbana, achando que, mais tarde ou mais cedo, os resíduos desaparecerão.

Ora, se toda a gente fizesse a sua parte de cidadania, para além de ruas mais limpas, teríamos serviços mais eficientes. Um cidadão não tem só direitos também tem deveres, não só para com o Estado mas essencialmente perante os outros cidadãos. Estas situações de grande falta de civismo constituem também um desrespeito pelas regras de vida em sociedade e uma grande falta de respeito para com os restantes cidadãos. Por isto mesmo, apelo à corresponsabilização de toda a população para a denúncia destas situações ilegais.

Noutros países do Norte da Europa (Luxemburgo, Suíça, Áustria Alemanha, Bélgica, França, etc…), estes atos são totalmente puníveis, são aplicadas multas pesadíssimas e os vizinhos identificados (não é anónimo) denunciam estas situações.
De facto, os modelos de recolha ficam em causa com estes atos ilegais, não podemos continuar a recolher LIXO na envolvente dos ecopontos.

Apesar destas situações, da parte da Braval, depois dos esforços desenvolvidos nos meses de verão, com o regresso dos nossos emigrantes às suas terras de origem, provocando um aumento significativo da população residente e consequente aumento da produção de resíduos, voltamos com a certeza de que estamos no bom caminho e que vamos continuar a trabalhar, tendo em vista o alcance das metas de reciclagem.

Os resultados até agora mostram que, em 2017, já recolhemos mais 282 toneladas, do que em igual período de 2016, um aumento de 2,7%. Só em julho e agosto, foram recolhidas mais 98 toneladas que em igual período só ano anterior.
Claro que o nosso esforço não faria qualquer sentido sem a adesão da população à recolha seletiva de resíduos. Apesar dos problemas referidos, há cada vez mais pessoas que compreendem a importância da separação de resíduos para um futuro mais sustentável.
Ajude-nos, ajudando-se!

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