Correio do Minho

Braga,

Refundar a política?

Amigos não são amiguinhos

Ideias Políticas

2018-05-08 às 06h00

Francisco Mota

O sistema político e os políticos têm sido confrontados com uma dura realidade: a descrença no projecto e o desacreditar nos actores. Se por um lado o facilitismo ou então tacticismo de circunstância nos leva a referir que ainda vivemos um período de amadurecimento democrático, confrontados com a realidade cronológica, a verdade é que já passaram mais de quadro décadas após a queda do regime totalitário e que o País tem mais de oito séculos de história.
Não será tempo suficiente para atingir a maturidade? Creio que sim. Mas Portugal não vive capacitado para as transformações necessárias de serviço e missão que imperam em qualquer actor público. A necessidade de projectar compromissos inter-geracionias e não apenas eleitorais. De colocar as pessoas próximas dos políticos e não os políticos próximos das pessoas, como um verdadeiro exercício de reconhecimento da representatividade. Impera a necessidade do compromisso cívico em que a transformação social e cultural não é apenas a causa de alguns, mas sim de todos. E por fim, um combate empenhado perante o populismo barato da politiquice.

E dos políticos o que é esperado? Negar a tentação do caminho mais fácil em busca do voto, como se de um qualquer produto comercial se tratasse. Um olhar estruturado do País, comprometido com as pessoas, os seus anseios e as suas dificuldades. Não alimentar a crítica pela crítica, demostrando assim a seriedade, liberdade e transparência na hora de decidir. Prestar as contas da missão que lhes foi confiada na certeza que nem todos podem ser políticos, não por falta de capacidade, mas de vocação.

Da política só pode ser esperado aquilo que quisermos, ou seja, se consideramos colectivamente que por si só ser político é mau, não deixa margem de progressão para a entrada dos melhores, afastando o mérito e a qualidade para dar lugar ao oportunismo e desgoverno. Hoje podemos estar a trilhar um percurso em que havemos de querer quem nos governe e não teremos homens ou mulheres com motivação para o fazer.
Haverá a necessidade de refundar a política? Claro que não. A mais nobre das artes necessita é de aproximar os Homens bons sem que a sociedade os julgue ou condene simplesmente porque a exercem. Tudo para além disso é justiça não é política!

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