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Reflexões abertas à sociedade portuguesa

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Reflexões abertas à sociedade portuguesa

Voz à Saúde

2020-06-06 às 06h00

Humberto Domingues Humberto Domingues

“Não há exemplos na História de se ter conquistado a segurança pela cobardia” Léon Blum

Começo este artigo com uma citação do político e ex-Primeiro-Ministro Francês, Léon Blum (1872-1950), para deixar à consideração, meditação e com certeza críticas de muitos leitores.
A Sociedade Portuguesa tem sofrido transformações extraordinárias nas últimas décadas, fruto da liberdade conquistada, da integração na CEE, hoje EU e com isso, que não é pouco, a implicação de forma transversal, nas Comunidades quer rurais, quer urbanas, transformando o ensino e o acesso ao mesmo, a variação e melhoria de emprego, os direitos laborais, o esforço para uma igualdade de gênero e de direitos, a economia de mercado, a qualidade de fabrico e exportação de bens e produtos, a escolha e procura de mão de obra portuguesa, qualificada, nas mais diversas profissões, ocupando lugares de relevo na Europa e outros países do mundo. A nível político, também destacadas individualidades, que nos representaram bem no Mundo, nas diferentes missões e lugares/mandatos que fizeram.

Mas é provavelmente, na Classe Política, que mais se encontra o desencontro entre a Sociedade Portuguesa, a espectativa de um futuro melhor e os vieses e desilusões, que têm trazido a Todo um Povo, o desalento, a incerteza, a falcatrua, a corrupção, a ingratidão e o aproveitamento de enriquecimento próprio, à custa do trabalho abnegado de Cidadãos de Corpo Inteiro, exemplares e trabalhadores, que dão ao Estado milhões e milhões de euros dos seus impostos e que todos os anos sentem-se mais pobres, a trabalhar mais anos para alcançar a reforma, enquanto os políticos “legisladores” tornam os contornos das leis em seu favor, reformando-se mais cedo com reformas chorudas e direitos atrás de direitos!

Hoje, a Sociedade Mundial foi “emboscada” com a Pandemia COVI-19. Milhares de mortos e de infectados por todo o mundo, e alguns políticos agem, como se nada acontecesse e gerem as suas agendas e calendários eleitorais.
Estranho aqui, a dimensão pequena que começa a ter esta nossa Nação e este POVO Português, cada vez mais amordaçado, que não reage e que “parece gostar de ver e sentir” o seu território a arder, o seu ouro a ser vendido, os governantes e políticos a enriquecerem, a corrupção a aumentar, uns quantos senhores a delapidarem as finanças públicas e um Primeiro-Ministro a culpar sempre os outros pelo que ocorre! “Parece gostar de ver e sentir”, porque não reage e as sondagens demonstram que gostam deste governo e da mentira que a todo custo, ministros e primeiro-ministro querem tornar em verdades. Temos Pedrogão, temos Tancos e tantos outros exemplos e não se passa nada?

Por isso, ao escrever este texto, dirijo-me à Sociedade Portuguesa, questionando-a, para quando uma reacção, sobre:
• Milhões e milhões de euros do Estado injectados numa banca falida: Casos mais mediáticos-BES, BPN e Banif;
• Milhões e milhões de euros do Estado, injectados numa TAP, que sempre se alavancou com exercícios negativos e déficite, mas que reparte grandes somas de prémios entre os seus administradores;
• EDP, EDP Renováveis, PT, REN, com milhões e milhões de euros do Estado, e com processos que ainda correm em tribunal, mas que encheram os bolsos de alguém;
• Empresas com deficits negativos, apresentando prejuízos enormes, mas que “dão prémios” chorudos aos seus dirigentes e administradores;
• Milhares de beneficiários do “Rendimento Social de Inserção” (RSI) recebendo muitas vezes mais ao fim do mês, do que uma pessoa que trabalhou e descontou toda a vida recebe de reforma, mas que nada dão em troca à Sociedade, Sociedade esta que paga impostos, que depois são desbaratados em “rendimentos mínimos” para pagar os luxos de pequenos almoços diários, no café e consumos supérfluos;
• Neste tempo de COVID-19 e outras doenças, os Enfermeiros estiveram na 1ª. linha a tratar/cuidar de milhares de cidadãos infectados e doentes. Mas o Governo continua a não reconhecer a estes profissionais, uma profissão de risco. E os Cidadãos e Famílias que receberam os cuidados de saúde pelos Enfermeiros, que primeiro lhes ofereceram palmas, mas hoje já os esqueceram e ignoram!

Óh POVO traído e abandonado, pelos do costume, que ignoram lágrimas de sofrimento, rugas de anos e anos de esforço de uma vida rude e madrasta nos campos e montados.

Óh Camões, como tinhas razão: “O fraco Rei faz fraca a forte gente.”

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