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Recomeça... se puderes, sem angústia e sem pressa

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Recomeça... se puderes, sem angústia e sem pressa

Voz às Escolas

2023-09-06 às 06h00

João Graça João Graça

“Recomeça…se puderes, sem angústia e sem pressa”: numa alusão ao trabalho hercúleo de Sísifo, Torga sugere-nos, num imperativo sapiente, a paciência e resiliência.
Ora, em tempos tão vorazes, esquecemo-nos, não raras vezes, de abrandar, parar, refletir Importa, em início de ano letivo, estipular objetivos que sirvam, sobre- tudo, os nossos alunos, mas é crucial que não sejamos reféns das expetativas demasiado audaciosas que têm levado inúmeros professores, ao longo dos últimos anos, a situações de burnout, numa lógica de trabalho incessante que se prolonga praticamente pelas 24 horas do dia.
Deve um professor ocupar-se dos seus alunos, porém, esse trabalho deve caber nas 35 horas que lhe são devidas.
O trabalho de planificação, a curto médio e longo prazos, a articulação curricular, a preparação de aulas, a atualização e formação, o contacto com as famílias, a dinamização de protocolos com diferentes organismos, a preparação de documentação, as diversas reuniões e, claro, as aulas são algumas das muitas atividades a encaixar na rotina de um professor que facilmente se deixa tragar por tantas atribuições e responsabilidades.
Desta forma, o professor deverá consciencializar-se de que o seu trabalho será tanto mais profícuo quanto melhor estiver física e mentalmente.
Assim, “os passos que der serão dados em liberdade” na certeza humanista de luta permanente e persistente por uma sociedade mais igualitária, onde a educação continua a ser a principal alavanca social. Tal luta pela educação pública é apanágio da classe docente que nunca desiste da sua missão e, apesar da falta de reconhecimento, persiste e recomeça dia após dia, “nunca saciado", mas munido de uma loucura sebástica que o orienta para o sonho. O professor aos olhos da sociedade assemelha-se a um mecanismo, sem êmbolos e roldanas...mas com cérebro e coração. Tal como à máquina, ninguém lhe perdoa as faltas e tem que trabalhar de forma incessante, no entanto, só será um professor pleno aquele que assumir “o prazer por não cumprir um dever”.

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