Correio do Minho

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Ideias

2018-12-07 às 06h00

Borges de Pinho

Comentar as palavras, atitudes e posições de Rui Rio, além de árdua tarefa, é pura perda de tempo. Pondo-se de parte a sua figura física, pavoneada “esperteza” e convencimento petulante, aliás ajoujados a um porte arrogante e a um sorriso trocista e de superioridade, resta-nos a sua passagem como Presidente da Câmara do Porto, onde não lhe faltaram inimigos e opositores. Até graças à sua muito própria maneira de ser e estar na política, como já havia acontecido no tempo da Ferreira Leite com casos da filiação no partido. Sempre se quis apresentar como um político inteligente, sério, paladino da independência, isenção e defensor acérrimo da ética na vida política, e não teve qualquer rebuço em dizer que a política precisava de um «banho de ética», apresentando-se assim como alguém “diferente”.
Mas a realidade mostra-nos que como“banheiro” de ética falhou em toda a linha, começando por uma insólita e esotérica escolha de seus acólitos no “comando” do PSD, sem se minimizar um conjunto de actos, atitudes, posições e inacções, suas e seus pares que mostram que o tempo não vai bom para “banhos de ética”.
A sua acção em concreto junto dos camaradas do partido, pela suas jactância, rudes graçolas, insensatez e falta de respeito tem avivado o negativo de uma imagem, revelando uma maneira de ser de tola superioridade, conflituosa e geradora de mal estar e contestação. Falar e responder em alemão aos jornalistas portugueses que o instavam em português sobre a problemática das falsas presenças do secretário-geral no parlamento e as “explicações” esfarrapadas dadas, além de revelarem incorrecção, piada de mau gosto e falta de coragem numa “fuga” a respostas que se justificavam, não assentam bem em qualquer lider partidário, e muito menos quando se afirmou querer ser “bombeiro” de ética na política.
Aliás Costa, o amigo, ainda não o fez, talvez por não saber alemão!... Disse sentir-se bem e trabalhar melhor quando contestado, e os media estavam mesmo a jeito.
Assim “fugiu” à questão, “treinou” o alemão aprendido no Colégio Alemão no Porto com o colega Santos Silva, o tal ministro que «gosta de malhar na direita», mas “humilhou"e “desprezou” os jornalistas, a quem não suporta. Como não suporta o MP, a Justiça e quem não partilha das suas ideias, mas quer o poder, gosta de graçolas e de dizer que o PSD não é um albergue espanhol, onde tudo se acolha. Registando-se tão só ter prazer em “bolçar” petulância, vaidade e convencimento, o certo é que nisto de “vómitos” de arrogância e tola superioridade Rui Rio não morre solteiro, e não “explica” os Calheiros, Silvanos, Cerqueiras, Fragas, etc, nem o havido no Parlamento com falsas presenças e uso de passwords, etc..
No país há muitos a fazer o pino em assomos de importância, mas não conseguem disfarçar seus “arrotos” de despeito, dores de cotovelo e “respingos” de rivalidade. Projectam-se como “gurus” das independência, isenção, do saber e da ética mas não conseguem “camuflar” esconsas “vaidades” e uma “doentia” vontade de ser falado, tido e comentado como alguém “diferente”.
Mas quanto ao “banheiro” da “ética”, há muito que estamos falados! Como político, muito prometeu e desiludiu, travando guerras, ganhando inimigos, criando desconfiança e vazio, com o partido a apresentar-se como um “saco de serapilheira“ cheio de “gatos” engalfilhados, montes de “sujeira” e o caos a avolumar-se em dúvidas e inacções.
Num “estrugido” de arrogância e convencimento, “remata” com os dois pés em fugas pela direita ou escapadas pela esquerda, mas as bolas não entram!... Continua à espera que o “amigo” Costa lhe passe a bola e faça o seu jogo, mas ainda não se decidiu se deve continuar a médio ou ir para centro avançado. Questiúnculas futebolísticas de um boavisteiro que não aprecia futebol mas apenas “corridas”, mas que quer afirmar-se pela diferença.
Tal como o Ivo Rosa, hoje com a instrução do processo Marquês que, após muitas “preces” dos arguidos e advogados, lhe foi distribuído pelo computador à “terceira tentativa”. Ivo Rosa, um juiz que vivencia atritos e azias com o MP mas de quem se espera e se exige decisões onde tão só vinguem bom senso, sensibilidade jurídica e uma justa e correcta aplicação da lei.
Carlos Alexandre faz parte do passado e não deve ser olhado como o rival de quem se quer distanciar pela “diferença”com decisões e posicionamentos que possam sugerir ou revelar “assomos” de rivalidade, despeito, esconsa insularidade ou arrogância.
Aliás, o seu trabalho será muito sindicalizado face a decisões e posições já assumidas, e sairá sempre “maculado” pelas vozes e ocasionais antecedentes de um processo que lhe cai no colo após duas estranhas falhas do computador quando presidia à distribuição. Mas afirmar-se-á pela diferença se, com senso e respeito pela lei souber fugir a suspeições, azias e questiúnculas.?

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