Correio do Minho

Braga,

Quem escolhe e quem decide

O nível de vida português pode ser ultrapassado pelos países do leste europeu

Escreve quem sabe

2013-03-24 às 06h00

Joana Silva

Se os adultos gostam de seguir as tendências da moda, as crianças não são excepção. Actualmente as crianças tendem a ser exigentes em relação ao vestuário. De reparar que, cada vez mais cedo, tem opinião, seja na escolha de algum modelo, combinação ou não de cor, entre outros aspectos. Escolher ou preferir vestir uma peça de vestuário de que se goste muito, é bem, diferente de “ persuadir” os pais a comprar determinada roupa. Por vezes, os pais acham engraçado e descaem-se até no erro de expressar, “Já é uma/um mulherzinha/ homenzinho, já sabe escolher o que quer vestir”, esquecendo-se porém das consequências que podem advir de tais escolhas e cedências por parte dos pais. Se por um lado, a sociedade consumista em que se vive tem a sua quota de responsabilidade, por outro lado, o comprometimento dos pais é ainda maior, pois são estes que tendem a ceder às vontades. Importa referir, que impor limites não significa que sejam maus pais, ou que as crianças passem posteriormente a gostar menos dos mesmos por isso, muito pelo contrário, dizer “não”, coadjuvará no lidar da frustração de não ter algo, ou perceber o valor das coisas em fases posteriores de desenvolvimento como a adolescência e adultez.
Na verdade, a criança também tem direito a ter opinião no que concerne à roupa a vestir, em algumas excepções, nomeadamente no desconforto causado pela mesma ( seja ela, apertada, larga, no provocar de alergia etc. ) porém, quando o motivo não é plausível os pais tem a decisão final limitando assim algumas escolhas e preferências ( exemplificando, calçado de salto alto que é inadequado para a idade). Os especialistas referem que, as crianças gostam de imitar os adultos no entanto, alertam para o facto que quanto mais pequena for a criança menos deve escolher o que vestir. Não obstante, à medida que vai crescendo, e mais concretamente na fase da adolescência está mais capacitada de fazer escolhas assertivas e sensatas nos mais diversificados aspectos, seja relativamente ao clima (quando, por exemplo, as crianças manisfestam vontade em calçar sandálias no inverno), seja em ocasiões ou situações em que são especificas ou exigidas determinadas peças de vestuário, ou mediante as possibilidades financeiras. No que respeita, a este ultimo aspecto, o económico, poder-se-á dizer que a criança não consegue diferenciar que “ nem tudo o que se vê, se pode ter”. Normalmente as crianças, persuadem os pais através da birra a almejada peça , por exemplo, de marca que o pai ou a mãe não tem dinheiro para comprar, ao contrário do adolescente que percebe ou compreende que na actual conjectura económica, a palavra de ordem demanda “ poupar ” .
Neste sentido é importante explicar as crianças os porquês, pois só assim, ao entenderem as razões se consciencializam para valores correctos de conduta ou comportamento. Importa ter em igual atenção, que previamente a uma explicação (que não deve ser muito longa) a razão, deve ser imediatamente expressa em poucas palavras no sentido em que “mais vale argumentar pouco e bem do que muito e mal”. É compreensível e difícil para os pais dizerem “não” aos filhos, ainda para mais quando “querem dar o que não tiveram” na sua infância, contudo, não se deve cometer excessos porque a infância é o “espelho” do adulto do amanhã.

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