Correio do Minho

Braga, quinta-feira

Que não voltemos atrás em 2015!

A União Europeia e os Millennials: um filme pronto a acontecer

Ideias Políticas

2014-12-30 às 06h00

Hugo Soares

Como é habitual nestes períodos de viragem de ano, o tempo é de balanço e perspetiva. O que nos deixou 2014 e que nos espera em 2015 são os pensamentos que mais nos ocupam numa nostalgia futurologista que a todos ataca.

2014 foi o primeiro ano sem Troika. Portugal recuperou a sua soberania plena, cumpriu o programa de ajustamento a que se viu obrigado pela falta de financiamento motivada pela situação de pré-bancarrota e voltou aos mercados conseguindo taxas que batem mínimos históricos. Esta circunstância, que parece tão longe do nosso dia-a-dia, é absolutamente fundamental; é fundamental porque foi a falta de financiamento que motivou todos os sacrifícios pelos quais passamos e é o financiamento que permite (aos países com défice) manter a escola e a saúde públicas, a justiça a funcionar, o estado social, o pagamento de salários e pensões, etc…

Hoje não há um português que não saiba o que custa a um país não ter acesso a mercado e sofrer as imposições de credores oficiais.
2014 foi o ano da recuperação do emprego e da queda do desemprego. Não há pior situação para um cidadão que a falta de um trabalho remunerado. Portugal viu o desemprego atingir máximos históricos. Hoje, quando todos diziam que as reformas estruturais só iriam agravar a situação (lembro-me bem o que a esquerda e os sindicatos diziam da reforma do código do trabalho!), é factual que o desemprego desce consistentemente e o emprego cresce.

Mesmo aqueles que apontam os dedos acusadores aos estágios (que são apenas parte do emprego criado) esquecem-se que mais de 70% desses estágios resultam em contratação e que há cada vez mais portugueses a encontrar uma oportunidade de serem úteis e de se realizarem. Contra factos não há demagogia que reine. Estamos ainda com níveis altos de desemprego, mas o caminho estava correto.

2014 foi o ano do fim do mito da espiral recessiva. Aquela recessão de que não mais sairíamos (diziam os velhos do restelo, aqueles que querem ver Portugal a andar para trás) acabou! Portugal cresce acima da média europeia. Paulatinamente, mas assente nas exportações e na transformação da nossa economia, a economia portuguesa cresce e crescerá em 2015.

2014 foi o ano em que os Portugueses perceberam definitivamente que as instituições funcionam. Duarte Lima foi condenado. Dois ex-ministros socialistas foram condenados (Maria de Lurdes Rodrigues e Armando Vara). Um ex-primeiro ministro foi detido preventivamente. E aquele que era visto como o Dono Disto Tudo viu um Governo e um Banco de Portugal baterem o pé e demonstrarem que “não há filhos e enteados”. Onde uns querem ver o fim do regime (se calhar porque não concebem um Portugal sem privilégios), outros percebem que não há ninguém acima da lei e que Portugal é de todos e não de alguns.

2014 foi o ano do lançamento da esperança. Há ainda muitos que sofrem e que precisam de oportunidades. Vamos para 2015.
2015 deve ser o ano em que se faça o que ainda não feito. Continuar a reforma do estado, aproximando a administração pública dos cidadãos, dando-lhe transparência e eficiência.

2015 tem que ser o ano em que os milhares de jovens que emigraram comecem a voltar ao País que os formou e possam ajudar Portugal.
2015 tem de ser o ano da coesão territorial e das políticas amigas das famílias e da natalidade.
2015 não pode nem deve ser o ano em que voltamos para trás.
Que 2015 seja, para todos, um grande ano, cheio de saúde, sucesso e esperança!

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