Correio do Minho

Braga, terça-feira

Que caia e não mais se levante!

Universos convergentes

Ideias Políticas

2012-09-18 às 06h00

Carlos Almeida

Fartos de serem espezinhados, são cada vez mais os portugueses que se insurgem contra a política do governo de coligação PSD/CDS. A agressividade das medidas já em prática, tal como das agora anunciadas, revela a opção de classe deste governo: impõe sacrifícios à maioria da população - trabalhadores e outras camadas populares -, enquanto auxilia as grandes empresas e grupos económicos. Não se trata pois de falta de alternativa, nem de uma inevitabilidade.

Trata-se, isso sim, da perpetuação da política que nos trouxe até aqui.
Uma política que não serve o interesse nacional, mas os interesses de famílias instaladas no poder político e económico.

Uma política praticada há mais de 35 anos pelos diferentes governos do país, independentemente de quem esteve no poder. PS, PSD ou CDS, juntos ou separados, cada um na sua vez, nunca hesitaram, fiéis à cartilha do neoliberalismo, em cumprir os desígnios dos diretórios financeiros da Europa.

Que diferença fez trocar Sócrates por Passos? Ou Durão/Santana por Sócrates? Ou Guterres? De Cavaco não dá para falar, de tão repugnante que se torna.
Se repararmos bem vemos que o que une estes governos é a orientação política, o caminho que traçam para o país e o rumo que impõem ao povo. Não é uma questão de mero elenco ou personagens governativas. De que adianta correr com Passos Coelho se Paulo Portas está à espreita a ver se passa ao lado dos tumultos? De que nos vale tirar do governo o PSD e o CDS, se o PS surge agora, angelicamente, do lado dos mais desfavorecidos? O que ganharíamos se do derrube deste governo se levantasse um outro de “salvação nacional” com PS, PSD e CDS?

Com isto, meus amigos, quero dizer que não podemos apenas exigir a queda deste governo. Com ele tem que cair também a sua política, a política “deles” que nos tem arruinado as vidas e adormecido os sonhos. Essa política de que o povo português está (finalmente) farto.
As manifestações do passado sábado mostraram inequivocamente isso mesmo. O descontentamento popular transformou-se em dezenas de acções por todo o país com a participação de muitos milhares de pessoas que reclamaram o fim desta política, o fim da troika e o fim deste governo.

Agora é hora de não dar tréguas. É hora de manter viva a chama da luta e do protesto. É hora de levar até ao fim a exigência de um novo rumo para Portugal.
Não deixemos cair a vontade popular e unamo-nos já no próximo dia 29 de Setembro, em Lisboa, na grande manifestação nacional agendada pela CGTP-IN.

A participação de todos determinará, sem dúvida, o êxito de uma luta que veio para ficar, até recuperarmos a soberania do país e a dignidade do seu povo.

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