Correio do Minho

Braga, sexta-feira

Quando a união faz a força, sustenta o sentido e engrandece a razão

Jornais centenários: unanimidade no Parlamento

Voz às Escolas

2013-02-07 às 06h00

Manuela Gomes

É habitual centrarmos o nosso olhar sobre o que não acontece, sobre o que perdemos e, essencialmente, sobre o que corre mal.

Há momentos, porém, em que é essencial suster a respiração e olhar diferente. Na realidade, há conquistas especialmente silenciosas e que dificilmente ascendem ao estatuto da palavra ou da consciência. Essa negação, frequentemente involuntária, não faz justiça ao esforço despendido nessas vontades, à relevância da história que se escreve sem que os seus próprios atores o reconheçam, desígnios que o tempo presente desperdiça e que, eventualmente, o futuro pode, lamentavelmente, ignorar.

Hoje devolvemos a evidência à palavra e dedicamos a nossa reflexão a algo que não deixa de ser absolutamente único, dado que uniu todo um concelho, o concelho de Braga.
O debate resultante das propostas do Ministério da Educação e Ciência (MEC) relativamente à constituição de mega agrupamentos no concelho de Braga, uniu, pelo consenso, todos os Presidentes dos Conselhos Gerais das escolas e dos agrupamentos de escolas, todos os Diretores, a Federação das Associações de Pais, o Conselho Municipal de Educação e a Câmara Municipal de Braga.

A contraproposta apresentada por Braga e subscrita por todos os responsáveis das escolas e dos agrupamentos de escolas integra sugestões especialmente inovadoras, sugestões essas centradas na disponibilidade de todos para a celebração de contratos de parceria, a nível concelhio, independentemente dos próprios Territórios Educativos propostos pelo MEC.

Seria uma experiência inédita, sustentada no respeito pelos projetos educativos já construídos e em construção, garante do desenvolvimento de experiências de articulação curricular de maior alcance e profundidade. A proposta inclui, igualmente, a possibilidade de criação de projetos de desenvolvimento profissional a nível concelhio, a discussão e abertura de uma gestão dos recursos humanos e materiais que atenda a todo o território do concelho, a possibilidade de processos de autorregulação que envolvam inúmeros protagonistas.

A construção deste consenso foi, em si mesma, uma experiência única, reveladora de inúmeras possibilidades, reveladora do empenho de todos quando o que está em causa é algo de especialmente precioso: a Educação.

Na certeza de que a razão que tantos uniu jamais deveria ser ignorada, prevalecerá ainda a convicção de que já valeu a pena tentar.

Com mais perdas ou ganhos, vitórias ou derrotas, uma certeza já é garantida: a capacidade de todo um concelho debater, refletir sobre a determinação do seu futuro, ser capaz de unir sensibilidades e posições distintas e, a partir daí, construir, democraticamente, consensos.

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