Correio do Minho

Braga,

PS traiu os bracarenses

Macron - Micron

Ideias Políticas

2012-07-03 às 06h00

Francisco Mota

Na passada sexta-feira decorreu a Assembleia Municipal de Braga, onde o CDS-PP demonstrou a necessidade de desenvolver políticas sociais de proximidade, apresentando duas recomendações, a nosso ver, fundamentais para a responsabilidade, desenvolvimento e partilha social no município.

Ambos os projectos fomentariam o trabalho em rede do executivo municipal, na medida em que faziam depender da capacidade de comunicação e dinamização com instituições e parceiros de Braga. O primeiro referia-se à criação de uma plataforma que combatesse o desperdício alimentar, a exemplo do que já acontece noutros concelhos por todo o país. Isto porque acreditamos que em nenhum tempo, especialmente neste que agora vivemos, se deva desperdiçar alimentos quando existem instituições e famílias a passar sérias dificuldades.

O argumento do voto contra do Partido Socialista baseou-se no facto de já existirem respostas aos problemas sociais em Braga, não percebendo que todos os projectos que reforcem ou dinamizem mais iniciativas correspondem forçosamente a mais respostas e, por consequência, melhor qualidade de vida dos munícipes.

Por outro lado, o segundo consistia numa ideia simples: os idosos partilharem a sua casa com os estudantes universitários em dificuldades financeiras. Em troca, estes colmatariam a solidão dos mais velhos e ajudariam no seu quotidiano. O que permitiria combater o isolamento dos idosos e tudo o que daí advém, em segundo lugar permitiria aos estudantes universitários em maiores dificuldades, usufruíssem de uma residência gratuitamente, bem como uma aproximação geracional de aprendizagem, experiência e voluntariado.

Mais uma vez, o PS argumentou o voto contra a realização de um protocolo com a Associação Académica da Universidade do Minho para o efeito, com a razão de, no âmbito da CEJ 2012 ter estabelecido um protocolo há muito tempo em que visava, precisamente, este tipo de política social.

Estranho, ou não, deparamo-nos com um argumento pouco credível, pois leva-nos a questionar se isso já aconteceu há tanto tempo quanto isso, porque ainda não está no terreno? De duas, uma, ou efectivamente não existe nada assinado, que é o mais provável, ou, mais uma vez, a incompetência do vereador Hugo Pires e do Partido Socialista vêm à tona.

Acreditando na primeira premissa, brevemente veremos uma apresentação com pompa e circunstância como se a iniciativa tivesse partido das mentes iluminadas do executivo socialista, a título de exemplo, entre outras, como foi no passado com o projecto da Capital Europeia da Juventude ou com a recuperação do Parque de Campismo de Braga.

A estratégia é simples, chumbar, copiar, reapresentar, gabar, esquecendo-se do fulcral: o bem executar. Mas nada que nos surpreenda.
Esta forma de fazer política não é séria, porque em vez de se procurar o bem comum das populações, dá-se lugar à arrogância do poder instalado, chumbando tudo o que parte do lado da oposição.
Não votar favoravelmente pelo que é melhor para Braga, leva-nos a concluir:
O PS traiu os bracarenses.

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