Correio do Minho

Braga,

Prostatite - Quando a dor surge no masculino

Verdade ou consequência

Voz à Saúde

2016-09-20 às 06h00

Joana Afonso

A próstata é uma pequena glândula do tamanho de uma noz, aproximadamente com 3 a 4 cm de diâmetro e cerca de 20 gramas de peso, presente apenas no sexo masculino. Fica localizada na base da bexiga e circunda a parte inicial da uretra, o canal por onde passa a urina. É responsável pela produção de cerca de 70% do líquido ejaculado durante o orgasmo.
A prostatite é a doença da próstata mais frequente em homens com idade inferior a 50 anos, embora possa surgir em qualquer faixa etária, sendo que, ao longo de toda a vida, cerca de metade dos homens vão desenvolver sintomas de prostatite.

Afinal em que consiste esta doença?
A prostatite pode ser classificada em diferentes grupos, sendo os mais frequentes a prostatite bacteriana aguda e crónica, se os sintomas persistirem por mais de 3 meses. Trata-se de uma inflamação normalmente causada por uma infeção bacteriana da próstata. Desta forma, deverá estar alerta sempre que surgirem sintomas como:

1. Dor seja ela de predomínio lombar, no fundo da barriga, zona do períneo, no escroto ou mesmo no pénis;

2. Sintomas urinários como aumento da frequência com que vai urinar, diminuição da força e calibre do jato, ardor ao urinar ou ainda retenção urinária;

3. Febre, arrepios ou mal-estar geral.
É importante que vigie todas estas alterações pois o diagnóstico de prostatite é, essencialmente, baseado na sua história clínica e complementada com aná- lises de sangue, urina, entre outros. Desta forma, em caso de dúvida, deve sempre consultar o seu Médico de Família.
Embora não haja apenas uma causa estabelecida, há fatores de risco que podem favorecer o aparecimento de um quadro de prostatite aguda como: infeção urinária, traumatismos locais, por exemplo, por uso prolongado de bicicleta ou andar a cavalo, infeção pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH) ou ainda por comportamentos sexuais de risco que favoreçam o aparecimento de doenças sexualmente transmissíveis.

O tratamento deve ser individualizado caso-a-caso e, só em casos extremos quando surgem complicações como abcessos, há necessidade de recorrer aos cuidados hospitalares. Na maioria dos casos o tratamento passa pela administração de antibióticos por um período médio de 4 semanas, ou mesmo além de 6 semanas nas formas de apresentação crónica. Conforme o quadro poderá ser necessário associar terapêutica analgésica e/ou anti-inflamatória, se não houver contraindicação.

É importante que esteja atento aos sintomas pois quanto mais tarde se iniciar o tratamento, mais difícil se torna o mesmo. Por isso, não hesite e procure o seu médico assistente.

Lembre-se, cuide de Si! Cuide da Sua saúde!

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