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Procura-se mais amor

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Procura-se mais amor

Escreve quem sabe

2021-02-14 às 06h00

Joana Silva Joana Silva

Dia 14 de Fevereiro. O dia em que se celebra o amor, o sentimento mais poderoso. O amor está presente nos momentos mais felizes que invadem o nosso coração e nos momentos mais tristes em que nos seguram o coração. Quem tem amor, dá e recebe amor, e é feliz. Não existe “a fórmula ideal” para a relação perfeita. Há casais em que o amor “sintoniza” e outros que não. Será o cupido o culpado e a vida a cúmplice?
Nem a vida nem o cupido conspiram para histórias de amor com desfecho infeliz. Tal como as amizades em que o convívio social, protege o cérebro e a saúde mental, o amor tem a capacidade de regenerar e curar todas as feridas. As feridas emocionais, psicológicas e até físicas. As pessoas que vivem amores felizes, não se importam com os que os outros pensam, relativizam os problemas do dia-a-dia, emanam luz que a cada lugar que chegam “brilham tanto” que ninguém consegue ficar indiferente. Não há ninguém que não deseje um amor feliz. Mas os amores felizes, não são aleatórios, numa espécie de prémio do euromilhões, são construídos dia-a-dia. Antes de mais, importa referir que, quando se inicia uma relação, “os intervenientes” tem de estar bem resolvidos com o seu passado. De nada adianta enveredar num relacionamento quando “o foco” é esquecer um outro amor. O vínculo emocional será sempre deficitário em que “um lado dá mais do que o outro” à relação, e com o tempo o “lado que dá mais” cansa-se. Um casal deve aceitar falhas e imperfeições de ambas as partes. Certamente que já escutou, “Não gostei muito disso nele/a, mas depois com o tempo vou conseguir mudar isso. Vai mudar, porque vai perceber que eu não gosto.” Nunca se pode mudar o outro, se o mesmo não desejar. Por essa razão é que algumas das relações não funcionam. Quem não aceita a pessoa “tal como é”, não irá ser feliz.
No mesmo sentido, “estar numa relação”, também não é aceitar tudo. A palavra mágica, chama-se equilíbrio. Numa relação tem e deve haver cedências em ambas as partes. Imagine que se encontra num relacionamento, e o/a seu/sua companheiro/a não gosta de futebol, mas gosta muito de caminhar ao ar livre e você não é assim tão apreciador/a. O não consenso, gera discussão e a discussão desgasta a relação. Muitos casais que discutem “cobram-se” mutuamente porque não fazem programas/atividades juntos. Neste sentido, e voltando ao contexto da situação atrás referida, embora não goste de caminhadas, deve participar de vez em quando se vai fazer o/a seu/sua companheiro/a feliz, assim como o /a seu/sua companheiro/a que não gosta de futebol, deve acompanha-lo/a de vez em quando também nessa atividade. Quando os casais discutem muito, significa que a comunicação não é saudável. Sabe aquelas discussões que, ao mínimo sinal, acende o rastilho?! Em que se “trazem à luz” as memórias esquecidas de situações “menos felizes” como arma de arremesso só para ferir. Pois quem o faz, fere a outra pessoa envolvida, mas também se fere a si própria e a relação não evolui.
Outro aspeto importante é que as duas pessoas envolvidas tem sentimentos. Uma das partes envolvidas não pode ser o homem ou a mulher “de ferro”, aquele/a em que lhe não lhe é permitido chorar, desabafar, tem de estar sempre bem e tem de saber quando e como vai falar ( “Se viu na minha cara que estava mal-disposto/a, porque falou? Foi para me provocar de certeza”.) E não é, por chorar que é fraco. Forte é aquele/a que chora connosco, e o abraço é o porto-seguro. Quando duas pessoas iniciam uma relação, vão com medos, anseios e até bloqueios. Mas os bloqueios, resolvem-se quando se “encontra a pessoa certa”. Não menos importante é o elogio sincero. Imagine que o/a seu/sua companheiro/a lhe preparou uma surpresa, só para o/a ver feliz e andou tão empenhado/a nessa mesma surpresa, para que não falhasse nada, que não teve tempo para si próprio/a. E em pleno jantar, não é elogiado pela surpresa em si mas sim reconhecido em crítica “Ao menos podias ter feito a barba.” Ou “ Que cabelo horrível, tanto tempo e não o arranjaste?”. Certamente que a pessoa que lhe preparou a surpresa não se sentirá tão motivado/a em preparar-lhe uma segunda vez. Uma relação para ser harmoniosa e feliz, deve ter em consideração estes aspetos. Fazer alguém feliz é ser feliz também. Todas as rosas tem espinhos e todos os amores também têm os seus pequenos enganos. Mas os enganos “emendam-se” para melhor. Por ultimo, se está solteiro/a e está triste, não fique.
Só fica solteiro/a quem assim o deseja.
Preste atenção aos sinais à sua volta. A vida dá sempre sinais, dos que amam em segredo.
Feliz dia dos namorados!

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