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Ideias Políticas

2014-10-07 às 06h00

Pedro Sousa

O passado Domingo, 28 de Setembro, ficará para sempre marcado por uma marcante novidade no panorama político Português.
Disse-o, qual exercício de adivinhação, há quinze dias atrás e, hoje, repito-o com a certeza e a propriedade de quem participou e teve responsabilidades nessa enorme festa democrática que foram as Eleições Primárias no seio do Partido Socialista, acto destinado a promover a escolha do seu, do nosso, candidato a Primeiro Ministro de Portugal.

Como em todas as eleições, houve vencedores e vencidos. Digo vencedores e vencidos propositadamente, uma vez que não acredito que entre duas pessoas que preconizam a mesma declaração de Princípios, que convivem no mesmo Partido e que têm em muitas coisas enormes semelhanças na forma como vêm a sociedade, o País, a Europa e o Mundo, haja derrotados. Alguns dirão, bem sei, que este discurso é muito bonito e que serve, apenas, para “inglês ver” uma vez que durante o período dito de campanha eleitoral houve, não raras vezes, momentos de alguma crispação e conflitualidade.

A esses, aos mais críticos, dizer que se me apresenta natural que no contexto do debate democrático, havido no preâmbulo de qualquer contenda eleitoral, haja momentos de maior intensidade, de maior a crimónia e, até, de algum acinte. Tudo dentro, naturalmente, dos mínimos exigíveis e de um padrão de respeito pela diferença, que, tirando pequenas excepções, foi sempre salvaguardado.

Realçar, assim, duas coisas. António Costa foi claramente o vencedor e será o nosso candidato a Primeiro-Ministro. Conta comigo e com o meu empenho enérgico e abnegado para vencer a Direita que nos vem destruindo. António José Seguro, o candidato que eu apoiava, foi vencido mas deixa uma marca indelével na história democrática portuguesa, dado que, quando confrontado na sua liderança por António Costa, avançou para as Primárias, um processo de escolha aberto aos cidadãos, um modelo plural, abrangente, sem fronteiras, que permitiu que mais de 170 mil as pessoas participassem, votassem e escolhessem, em liberdade e em consciência, quem queriam como candidato do PS a Primeiro-Ministro.

Esta participação, esta massa de quase 200 mil Portugueses que vieram conviver com o PS, que vieram ajudar a escolher o nosso candidato a Primeiro Ministro, afirma, mais uma vez, o Partido Socialista como o Partido mais reformista e progressista da sociedade portuguesa.

Ademais, este processo rasga com o tradicional processo de escolha dos Candidatos a Primeiros-Ministros escolhidos em Congressos, eleitos, apenas, por algumas centenas de delegados ou em eleições directas que envolvendo substancialmente mais pessoas estão a anos luz da mobilização social, política e humana que um processo de eleições primárias é, e foi, no caso em apreço capaz de despoletar.

Apoiei António José Seguro e não me sinto derrotado. Incrível, dirão alguns. Pura hipocrisia, dirão outros. Convicções, princípios e valores, digo eu.

Não me sinto derrotado por dois motivos essenciais. O primeiro, prende-se com o facto de acreditar que quem toma as suas posições em liberdade e em consciência nunca é derrotado. O segundo, porque não acredito num Partido Socialista feito por facções. Apoiei António José Seguro mas não fui, nem sou Segurista. Assim como, não fui Socrático, nem Guterrista (sendo que, ressalvo, António Guterres é, no plano social e humano, a personalidade portuguesa que mais inspira a minha intervenção pública e política), nem Sampaísta, nem Soarista, nem nenhuma outra coisa.

Sou e serei, sempre, socialista. Nessa qualidade, de militância e de convicção,tudo farei para que o Partido Socialista se una em torno da sua liderança e caminhe com segurança, com energia, sem cedências nem contemplações, afirmando, com clarividência, um plano de forte mobilização social e política, capaz de através de soluções reais responder aos muitos problemas e desafios que se colocam aos Portugueses e a Portugal para, tão breve quanto possível, derrotar este Governo PSD-CDS que, ao longo dos últimos três anos, fez da injustiça social, da falta de oportunidades, da promoção da desigualdade e do ataque aos mais fracos a sua assinatura, devolvendo a todos os Portugueses, por essa via, a esperança num futuro melhor.

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